domingo, 12 de abril de 2009

Aprendizagem


Primeiramente, penso que para aprender é preciso em primeiro lugar querer aprender e em segundo lugar é preciso criar técnicas ou métodos para aprender, pois cada um aprende de uma forma diferente e para isso é necessário tentar a forma mais adequada.
Posso citar aqui como uma nova aprendizagem, que não é mais tão nova assim é a criação de slides em Power Point, coisa que antes de entrar no curso não usava e, portanto não tinha noção de como fazer. A partir da Interdisciplina de TICs, onde tivemos que fazer uma apresentação sobre a própria disciplina é que precisei aprender a fazer os slides, antes até usava o computador, mas não para isso.
Esta aprendizagem foi construída individualmente, pois realizei o trabalho em casa e depois de muitas tentativas consegui um resultado que me deixou bastante satisfeita. Para construir esta aprendizagem utilizei o computador, pesquisa na internet e os tutoriais que foram oferecidos. Parece algo bem bobo, mas como não tinha a necessidade, nem a noção de para que pudesse usar nunca realmente me preocupei em aprender apesar de na época já ter computador.
Como em todas as aprendizagens que tenho realizado preciso fazer para aprender, vou tentando até conseguir, mesmo que isto demore mais tempo, mas para mim é muito importante fazer. Como estamos em um curso a distância me acostumei a ficar sozinha e tentar até conseguir e só depois de gastar todas as possibilidades procuro algum esclarecimento com alguém.
Pode até parecer um pouco individualista este comportamento, mas é um método que para minha aprendizagem é importante, pois agora domino perfeitamente esta aprendizagem e as outras que tivemos que aprender no decorrer do curso. É mais cansativo e muitas vezes frustrante, mas tem rendido bons resultados.
Para realizar esta aprendizagem foi necessário algum conhecimento prévio e algumas dicas para que ficasse dentro do que era exigido pela Interdisciplina e também para fazer apresentações que fossem agradáveis de ser vistas e não cansativas. Desde o tamanho da letra e do texto, até a cor de fundo do slide e a emoção que se quer despertar, como a utilização das imagens, como dimensioná-las e usá-las da melhor forma possível para complementar o trabalho e interagirem com o texto.
Além do fazer para aprender, é muito importante também para eu ler e compreender o que li e através desta compreensão criar minhas próprias conclusões e tecer meus próprios caminhos para processar o conteúdo lido.
Uma das coisas que faço sempre é antes de realizar qualquer trabalho é ler várias coisas sobre o assunto em questão e a partir destas leituras criar minhas próprias conclusões.
Penso que mais importante que ensinar milhares de conteúdos pouco relevantes para nossos alunos devemos também ensiná-los a aprender a encontrarem eles mesmos a melhor forma de aprender algo. Em todos os anos que estudei foram poucos os professores que me ensinaram a aprender, que deram dicas de como entender melhor os conteúdos que foram passados.
Percebo como é difícil fazer nossos alunos, mesmo pequenos de 9, 10 e 11 anos que são as faixas etárias com que trabalho, pensarem irem além daquilo que estamos passando. Muitas vezes consigo alguns resultados positivos, mas é difícil para eles pensar enquanto é tão mais fácil conseguir a resposta pronta com os pais o até mesmo na internet, mas continuo tentando, pois penso que só se aprende fazendo e participando do processo, é difícil, mas se fosse muito fácil não seria tão significativo.

segunda-feira, 30 de março de 2009

EDUCAÇÃO INCLUSIVA


Inclusão não pode significar adequação ou normatização, tendo em vista um encaixar de alunos numa maioria considerada "privilegiada", mas uma conduta que possibilitasse o "fazer parte", um conviver que respeitasse as diferenças e não tentasse anulá-las.A escola inclusiva deve ser aberta, eficiente, democrática, solidária e, com certeza, sua prática deve trazer vários benefícios.A escola inclusiva é aquela, que se organiza para atender alunos não apenas ditos "normais', mas também os portadores de deficiências, a começar por seu próprio espaço físico e acomodações. Salas de aula, bibliotecas, pátio, banheiros, corredores e outros ambientes são elaborados e adaptados em função de todos os alunos e não apenas daqueles ditos normais. Possui, por exemplo, cadeiras com braços de madeira tanto para destros quanto para canhotos, livros em braile ou gravados em fita cassete, corrimãos com apoio de madeira ou metal, rampas nos diferentes acessos de entrada e saída e assim por diante.Mas, o principal pré-requisito não reside nos recursos materiais, já difíceis de serem obtidos por todos os estabelecimentos de ensino. O principal suporte está centrado na filosofia da escola, na existência de uma equipe multidisciplinar eficiente e no preparo e na metodologia do corpo docente.E é aqui que começo a me questionar sobre o que é real e o que pode ser quase utópico, mediante a realidade de nosso sistema educacional.Se realizar a inclusão como forma de relacionamento e de diálogo em situações habituais já é um grande desafio, o que poderemos pensar sobre "ensinar inclusivamente"? É como se quiséssemos colher os frutos sem antes cuidar da terra, escolher cuidadosamente a semente, respeitando as estações e o tempo certo.Como acolher o aluno com necessidades especiais se não se consegue lidar saudavelmente com as diferenças inerentes à própria existência humana?A Inclusão Escolar depende antes de tudo de um reconhecimento humilde por parte da Escola e da Sociedade, da qual aquela faz parte, da necessidade de se educarem a si mesmas para lidar com a diferença, antes de criarem técnicas, estratégias ou métodos.Somos seres em relação e só crescemos em relação. Assim sendo, o equilíbrio para mim reside, antes de tudo, em permitir que o aluno portador de necessidades especiais possa interagir com os demais e vice-versa, e que ambos aprendam a lidar com as diferenças, não para anulá-las, mas para poder usá-las como fonte de contato verdadeiro e amadurecimento mútuo.

sexta-feira, 27 de março de 2009

O eu e o outro


Sou loira, de pele muito clara e sensível, ou seja, onde algum dia pegou sol em minha vida tenho uma sarda para comprovar que este lugar foi exposto ao sol. Tenho olhos verdes, herança de meu pai, com uma leve contribuição de minha mãe, pois meu pai tinha olhos verdes claros e minha mãe azuis. Desde que nasci tenho uma mancha em minha bochecha, que parece o território do Japão, esta mancha é herança da família da minha mãe, mais precisamente de minha avó. Só que estas têm e tinham em lugares mais discretos. Minha mãe sempre diz que assim é difícil me perder. Como se isso fosse possível, pois não sou exatamente uma pessoa que pode ser considerada pequena.
Pensar em como as pessoas me vêem é algo estranho, pois algumas coisas até já sei outras serão meros achismos. Penso que devo passar a imagem de uma pessoa simpática para alguns, segura e talvez um pouco inacessível para outros, tudo depende da primeira impressão. Muitos já me disseram que me consideravam esnobe, mas depois de me conhecerem melhor mudaram de idéia. Meus alunos todos me acham muito engraçada, o que é uma verdade, pois faz parte da minha postura em sala de aula, mas claro sem perder o controle, tudo muito bem dosado.
Fisicamente penso ter herdado mais características do meu pai e emocionalmente e psicologicamente da minha mãe, não tenho muita certeza.
Existem muitas outras pessoas que muitas vezes passam somente por um curto momento na nossa vida e deixam sua marca e acabam contribuindo também para nos tornarmos cada vez melhores. Eu acredito realmente que cada aluno que já passou por minha vida me ensinou alguma coisa, mesmo que pequena e que me ajudou na formação de meu caráter. Até aquele aluno que muitas vezes passou o ano inteiro incomodando, pode mostrar que é preciso ter paciência.

segunda-feira, 23 de março de 2009

Argumentos

"Um argumento é a justificação de uma idéia, opinião, concepção, tese. Argumentar é dar razões para se pensar algo ou agir de um determinado modo. Quando argumentamos nós queremos convencer alguém de que nossas idéias ou nossa forma de agir são corretas, ou que as idéias e as formas de agir de outra pessoa são ou não corretas.
É preciso distinguir o argumento da mera explicação. Quando explico, apenas informo alguém de algo: um aluno chega atrasado em aula e diz para o professor que se atrasou porque teve que trocar o pneu do carro. O aluno está simplesmente explicando a causa do atraso. Contudo, no momento em que ele diz que, devido ao fato do atraso não ter sido causado por negligência mas por um imprevisto, o professor não deve puni-lo, então ele está argumentando.
Quando eu simplesmente informo alguém de algo, não estou querendo convencê-lo nem justificar uma idéia ou uma ação minha, não estou, portanto, argumentando. "
NO primeiro trabalho de filosofia e da educação nos deparamos com este conceito de argumento e juntamente com esta explicação uma atividade para identificar as estruturas de um argumento, o que é de extrema importância, pois existem várias maneiras de se dizer as coisas de modo mais explicito e correto.

Identificando Epistemologias


O autor abre o texto afirmando que existem três diferentes formas de representar a relação professor/aluno. Apresenta então os modelos pedagógicos e como tais modelos são sustentados por uma determinada epistemologia.
O primeiro modelo é o da pedagogia diretiva - O professor representante do meio social determina que o aluno seja tabula rasa frente a cada novo conteúdo. Epistemologicamente, essa relação pode ser representada pelo empirismo. Para os empiristas, a construção do conhecimento é o resultado positivo das experiências concretas do homem com o mundo sensível, através da percepção. Nesse sentido, o homem nasce com a capacidade mental extremamente reduzida e apenas o contato direto com o exterior possibilita a assimilação e criação de conhecimentos.
O outro modelo proposto é o da pedagogia não-diretiva; o aluno, pelas suas condições prévias, determina a ação do professor. Esse modelo é reproduzido pelo apriorismo, que acredita que o homem já nasce com sua estrutura cognitivo-biológica formada, ou seja, ela é inata ao ser humano, pois, ao nascer, o homem já traz consigo a estrutura cognitiva necessária a construção de conhecimentos.
E por fim, o modelo relacional que na epistemologia é defendida pelo construtivismo, que afirma que o sujeito não é passivo nem pré-formado, mas que interage com o meio e nesta interação constrói o conhecimento.
Lendo o texto foi possível identificar alguns modelos de professores que passaram pela minha vida acadêmica e que deixaram marcas, cada um a sua maneira. Algumas boas e outras más.

Ano de 2008


O ano de 2008 foi bastante trabalhos, pois entrou na reta final de nosso curso. Foi o ano que nos deparamos com os assuntos mais áridos da profissão que escolhemos seguir.Este ano de 2009, prevejo que será um ano igualmente trabalhoso, pois será o ultimo ano que teremos aula, pois o próximo ano estaremos chegando ao final desta camnhada que se iniciou em 2006.
Segundo FREIRE (1996: 96), “o bom professor é o que consegue, enquanto fala, trazer o aluno até a intimidade do movimento do seu pensamento. Sua aula é assim um desafio e não uma cantiga de ninar. Seus alunos cansam, não dormem. Cansam porque acompanham as idas e vindas de seu pensamento, surpreendem suas pausas, suas dúvidas, suas incertezas”. Penso que este pensamento resuma um pouco o que cada um de nós busca com uma especialização na sua profissão.

domingo, 7 de dezembro de 2008

FASES EVOLUTIVAS

ASPÉCTOS
Identidade x confusão de papéis
Intimidade x isolamento
Generatividade x absorção em si mesmo
Integridade do Ego x desespero
PSICOLÓGICOS
Conquista da identidade
Competitividade/medos
Sentimento de responsabilidade em guiar a nova geração
Medo da morte
BIOLÓGICOS
Importantes transformações
Transformações estáveis
Período mais longo da vida
Começa as doenças e a preocupação em se cuidar
INTELECTUAIS
Amadurecimento
Preocupa-se em aprender para se qualificar
Capacidade de criatividade ou estagnação
Balanço da vida e aceitação
RELACIONAIS
Identidade grupal
Consegue estabelecer vínculos mais sólidos e não grupais
Preocupação com o bem estar das futuras geraçãoes
Curto espaço de tempo para recomeçar
FAMILIARES
Muita briga e discordância
Sentimento de amor e apego
Cuidado com os filhos
Sabedoria
AMOROSOS
Projeção da própria imagem na outra pessoa
Relaciona-se com alguém ou isola-se
Relacionamento estável e consolidado
Maduro
PROFISSIONAIS
Ainda não tem uma profissão
Geralmente, já tem uma profissão
Realização
Estão se aposentando ou aposentados
FINANCEIROS
Dependente dos pais
Independência financeira
Independência
Ainda se mantêm sozinho

segunda-feira, 24 de novembro de 2008

DIRETRIZES CURRICULARES



A função das diretrizes curriculares é estabelecer sim regras, mas provocando, desafiando e instigando cada escola a se desenhar e redesenhar constantemente.
[...] caracterizam-se como um conjunto articulado de princípios, critérios e procedimentos que devem ser observados pelos sistemas de ensino e pelas escolas na organização e no planejamento, na execução e na avaliação de seus cursos e respectivos projetos pedagógicos. (BRASIL/MEC/CNE – 2001).
Podemos dizer, então, que é possível conceber, planejar, instituir institucionalizar uma política de currículo de forma compartilhada entre União, Estado, município e escola, a partir de normas nacionais, estaduais, municipais (quando o município estiver constituído como Sistema de Ensino) e escolares (estabelecidas no PPP e no Regimento Escolar e aprovados pelos órgãos competentes de seu Sistema de Ensino), sempre permeada por valores presentes na sociedade.
Mas é no Plano de Estudos com suas definições em termos de espaços/tempos destinados aos diferentes conhecimentos escolares, que as DCN e as diretrizes curriculares estaduais ou locais ficam expressas com maior clareza. Em outras palavras:
Os Planos de Estudos constituirão a base para a elaboração do plano de trabalho de cada professor, de modo que seja preservada a integridade e a coerência do projeto pedagógico da escola. (parágrafo único do Art. 3ー da Resolução CEED/RS – nー 243/99).
Realmente é na sala de aula que as diretrizes curriculares são aplicadas, bem como as decisões tomadas pelo Conselho Escolar e o PPP da escola. Cabe a nós professores o cumprimento ou não destas decisões. ノ importantíssimo trabalhar de acordo com o que foi acordado no início de cada ano letivo, onde são estabelecidos os projetos que serão trabalhados durante o ano letivo, sempre em conformidade com o PPP, e de acordo com a clientela da escola.
O plano de estudos deve estar presente na sala de aula e ser um norte para o trabalho do professor para que com isso seu trabalho tenha uma continuidade e coerência. Ele deve ser flexível dando abertura para o momento do aluno e suas dúvidas.
Em ambas as escolas onde trabalho temos reuniões onde podemos trocar nossas experiências e comentar o que é possível fazer ou não, e também nestas reuniões fazemos os projetos que serão aplicados nas respectivas séries sobre os temas obrigatórios a serem trabalhados. Estes temas transversais são trabalhados em sala de aula ao nível de cada turma e de acordo com as determinações do PPP.
“Muitas vezes, a possibilidade da utilização de temas que transversalizam o currículo escolar, passando por dentro de todos os conteúdos é vista como um problema para alguns professores. Isso ocorre porque costumam interpretar como uma incumbência a mais de planejamento. No entanto, como muitos outros, entendemos a transversalidade como uma oportunidade para a problematização dos problemas sociais, mas, também, para a adoção de metodologias de trabalho escolar que promovam a interdisciplinaridade, superando as barreiras impostas pelo excessivo recorte curricular observado em algumas instituições.”(Maria Beatriz Gomes da Silva)
Essa transversalidade de conteúdos proporciona momentos diferentes que trazem muita riqueza para o estudo em sala de aula, bem como, a oportunidade de entrar em contato com muitas vezes culturas e pessoas diferentes daquelas do âmbito escolar.
Diretrizes Curriculares Nacionais para a Educação das Relações ノtnico-Raciais e para o Ensino de História e Cultura Afro-Brasileira e Africana (Parecer CNE/CP nコ 3, de 10 de março de 2004, Resolução CNE/CP nコ 1, de 17 de junho de 2004 e Parecer CNE/CEB nコ 2/2007, aprovado em 31 de janeiro de 2007).
Este ano trabalhei bastante o tema Consciência Negra e a história dos negros na cidade e no Estado, os momentos finais que foram o fechamento do projeto feito foram riquíssimos e deixaram os alunos encantados que foi uma aula de capoeira feita por um grupo que trabalha este tema com as escolas e outro momento foi a vinda de uma escola de samba para escola com seus projetos mostrando seu trabalho e falando um pouco sobre a sua história de luta.
Foi muito interessante para os alunos e principalmente diferente, pois ambas as cidades que trabalho são de colonização alemã e existem poucos negros estudando nas escolas o que fez com que para os alunos fosse algo completamente novo e diferente.

domingo, 23 de novembro de 2008

GESTÃO DEMOCRÁTICA NA ESCOLA

Para Anísio Teixeira (1999), democracia é liberdade de pensar, para produzir a unidade de ação consentida e partilhada. A democracia só vai se realizar pela educação quando essa for compreendida como o processo de aprender a pensar, tornando-se capaz de partilhar a vida em comum e de dar a si e a essa vida comum a sua contribuição necessária e única. Para a autora a democracia não é só uma forma de governo, é acima de tudo um modo de vida. Nada deve ser imposto do alto, mas tudo deve ser resultado do pensamento partilhado de todos os envolvidos. Necessário se faz recuperar a escola como espaço democrático pelo debate, pela discussão, pela competência técnica, pelo currículo, pelos métodos de ensino e de disciplina, nas relações entre alunos, professores e diretores.
Gestão Democrática é o processo político através do qual as pessoas na escola discutem, deliberam e planejam, solucionam problemas e os encaminham, acompanham, controlam e avaliam o conjunto das ações voltadas ao desenvolvimento da própria escola. Este processo, sustentado no diálogo e na alteridade, tem como base a participação efetiva de todos os segmentos da comunidade escolar, o respeito a normas coletivamente construídas para os processos de tomada de decisões e a garantia de amplo acesso às informações aos sujeitos da escola.
Realizar uma gestão democrática significa acreditar que todos juntos têm mais chances de encontrar caminhos para atender às expectativas da sociedade a respeito da atuação da escola. Ampliando o número de pessoas que participam da vida escolar, é possível estabelecer relações mais flexíveis e menos autoritárias entre educadores e comunidade escolar.
Quando pais e professores estão presentes nas discussões dos aspectos educacionais, estabelecem-se situações de aprendizagem de mão dupla: ora a escola estende sua função pedagógica para fora, ora a comunidade influencia os destinos da escola. As famílias começam a perceber melhor o que seria um bom atendimento escolar, a escola aprende a ouvir sugestões e aceitar influências.
É importante que as pessoas participem da discussão, em igualdade de condições, sem ter receio de expor posições contrárias. A manipulação de reuniões, na condução de decisões que privilegiam grupos ou mesmo interesses pessoais, pode gerar situações em que o autoritarismo surge, com máscaras de gestão democrática.
“A democracia, modelada sobre o mercado e sobre a desigualdade sócio-econômico, é uma farsa bem sucedida, visto que os mecanismos por ela acionados destinam-se apenas a conservar a impossibilidade efetiva da democracia. Se na tradição do pensamento democrático, democracia significa: a) igualdade, b) soberania popular, c) preenchimento das exigências constitucionais, d) reconhecimento da maioria e dos direitos da minoria, e) liberdade; torna-se óbvia a fragilidade democrática no capitalismo”. (Chauí, 1997, p. 141)
A GESTÃO DEMOCRÁTICA NAS ESCOLAS PÚBLICAS BRASILEIRAS: UMA PEQUENA REFLEXÃO Josué Geraldo Botura do Carmo
Coordenação de Apoio à Direção e Equipe Pedagógica - CADEP
Benjamin Perez Maia
Gisele D’Angelis Bogoni

sábado, 15 de novembro de 2008

GESTÃO DEMOCRÁTICA NA EDUCAÇÃO


A gestão democrática da educação formal está associada ao estabelecimento de mecanismos legais e institucionais e à organização de ações que desencadeiem a participação social: na formulação de políticas educacionais; no planejamento; na tomada de decisões; na definição do uso de recursos e necessidades de investimento; na execução das deliberações coletivas; nos momentos de avaliação da escola e da política educacional. Também a democratização do acesso e estratégias que garantam a permanência na escola, tendo como horizonte a universalização do ensino para toda a população, bem como o debate sobre a qualidade social dessa educação .

sexta-feira, 14 de novembro de 2008

PPP E REGIMENTO ESCOLAR



•Segundo Kramer:
“uma proposta pedagógica é um caminho, não é um lugar. ( ) é construída no caminho, no caminhar. Toda proposta pedagógica tem uma história que precisa ser contada ( ) é a fala de um desejo, de uma vontade eminentemente política no caso de uma proposta educativa, e sempre humana, vontade que o ser social e humano, nunca é uma fala acabada” (p. 19); ( ) “uma proposta pedagógica expressa sempre os valores que a constituem, e precisa estar intimamente ligada à realidade a que se dirige, explicitando seus objetivos de pensar criticamente esta realidade ( ) precisa ser construída com a participação efetiva de todos os sujeitos - crianças e adultos, professores e profissionais não docentes, famílias e população em geral - levando em conta suas necessidades, especificidades, e realidade.” (p. 21). ( ) trata-se de ativar saberes locais, descontínuos, desqualificados, não legitimados, contra a instância teórica, unitária que
pretenderia depurá-los, hierarquizá-los, ordená-los em nome de uma ciência detida por alguns. (Foucault, p.171).
Falar da construção do projeto pedagógico é falar de planejamento no contexto de um processo participativo, onde o passo inicial é a elaboração do marco referencial, aquilo que dará o norte para a comunidade escolar.
O PPP tem como intenção, que educadores, alunos, pais, mães, possam trabalhar juntos a fim de criar seres solidários, democráticos e com possibilidade de liberdade.
E este processo deve acontecer a partir da cultura e organização de todos os participantes, de maneira a construir uma efetiva aprendizagem. Sempre tendo em mente que a escola não é somente um amontoado de tijolos mas sim algo vivo e em constante modificação.
O instrumento que vai colocar em prática e estabelecer as regras do PPP é o Regimento Escolar.
“Em um Regimento Escolar tudo que diz respeito à vida escolar deve ser previsto.
Calendário escolar, matrículas, transferências, expedição de documentos e históricos escolares, certificados de conclusão de curso, devem ter sua definição expressa no documento. Também as disposições gerais e os casos omissos, ou seja, aqueles que não foram previstos, o Regimento deverá explicitar quem decidirá, a partir desta necessidade.”(p. 6-7, REGIMENTO ESCOLAR E PROJETO POLÍTICO PEDAGÓGICO: ESPAÇOS PARA A CONSTRUÇÃO DE UMA ESCOLA PÚBLICA DEMOCRÁTICA, Maria Beatriz Gomes e Mariângela Bairros)
Tanto o PPP quanto o Regimento Escolar são de suma importância para a construção de uma escola mais democrática e que está em constante modificação.

PROJETO DE APRENDIZAGEM


Este foi um dos trabalhos que realmente me deixou desconfortável e incomodada, pois percebo que em alguns momentos ele fugiu ao nosso controle. Sinceramente, tenho que confessar que cada vez que entrava em nosso trabalho não o reconhecia, pois cada vez estava diferente e fugindo um pouco aquilo que havia sido acordado no início. Não posso reclamar, pois não consegui participar tão ativamente quanto quis, mas tivemos poucas oportunidades de falarmos todas nós. Percebo que nosso trabalho é uma colcha de retalhos onde cada um colocou a sua contribuição da maneira que pode e que quem tem mais possibilidade de trabalhar nele está tentando costurar e dar uma forma. A princípio, neste trabalho achei falta de um norte para nos guiar, me senti muito solta sem um caminho para seguir. As conversas online me deixavam mais confusa e desbaratinada que confesso que passei a evitar o MSN para não perder o pouco da compreensão que havia adquirido do trabalho.
A proposta deste trabalho como uma maneira de fazer com que o aluno vá atras de suas próprias dúvidas e confronte com as suas certezas, é muito válido. a única ressalva que tenho a fazer é que para mim faltou um caminho mais definido para ser seguido, pois como foi o primeiro que fizemos, faltou mais clareza na intenção.

terça-feira, 28 de outubro de 2008

FINANCIAMENTO DA EDUCAÇÃO


Partindo da hipótese de que se a vinculação constitucional de uma parte da receita de impostos para a educação foi uma conquista fundamental no sentido de garantir um patamar mínimo de recursos, ela não tem sido suficiente para assegurar o financiamento de um ensino com um padrão mínimo de qualidade como determina a Constituição Federal e a Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional
O primeiro problema do FUNDEB é que, embora se defina como da educação básica, excluem as creches, quebrando, assim, a unidade legal da educação básica, tal como definida pela LDB e desestimulando financeiramente a manutenção e expansão de creches pelas prefeituras.
Quanto à valorização do magistério supostamente garantida pelo percentual mínimo de 60%, cabe lembrar que até hoje não foi feito nenhum estudo demonstrando que este percentual resultará necessariamente em melhoria salarial. Além disso, o FUNDEB, embora denominado de valorização dos profissionais da educação, só vincula um percentual para os profissionais do magistério, não os profissionais da educação, categoria mais ampla, que inclui os trabalhadores da educação não envolvidos em funções diretamente pedagógicas dentro da escola.
É pouquíssimo provável que o FUNDEB resolva os problemas crônicos do financiamento da educação pública como um todo, ainda que possa diminuir o desequilíbrio tributário, sobretudo entre os municípios dentro de cada Estado, porém não entre regiões e Estados.
É fundamental que haja fiscalização por parte da sociedade da utilização racional destes recursos para que possa com isso garantir um número cada vez maior de pessoas na escola.

PROJETO DE APRENDIZAGEM DE PSICOLOGIA


O trabalho de psicologia que estamos fazendo em grupo, estamos abordando a Amplitude da vida do idoso e nas inumeras pesquisas que tenho feito sobre o assunto encontrei uma reportagem muito interessante que fala justamente desta amplitude da vida do idoso e de como e importante que ele tenha acompanhamento médico para tratar de suas doenças decorrentes da idade para ter uma vida saudável e de qualidade.


Capacidade funcional: um novo paradigma em saúde
Embora a grande maioria dos idosos seja portadora de, pelo menos, uma doença crônica (Ramos et al., 1993), nem todos ficam limitados por essas doenças, e muitos levam vida perfeitamente normal, com as suas enfermidades controladas e expressa satisfação na vida. Um idoso com uma ou mais doenças crônicas pode ser considerado um idoso saudável, se comparado com um idoso com as mesmas doenças, porém sem controle destas, com seqüelas decorrentes e incapacidades associadas. Assim, o conceito clássico de saúde da Organização Mundial da Saúde (OMS) mostra-se inadequado para descrever o universo de saúde dos idosos, já que a ausência de doenças é privilégio de poucos, e o completo bem-estar pode ser atingido por muitos, independentemente da presença ou não de doenças.
Na verdade, o que está em jogo na velhice é a autonomia, ou seja, a capacidade de determinar e executar seus próprios desígnios. Qualquer pessoa que chegue aos oitenta anos capaz de gerir sua própria vida e determinar quando, onde e como se darão suas as atividades de lazer, convívio social e trabalho (produção em algum nível) certamente será considerada uma pessoa saudável. Pouco importa saber que essa mesma pessoa é hipertensa, diabética, cardíaca e que toma remédio para depressão ­ infelizmente uma combinação bastante freqüente nessa idade. O importante é que, como resultante de um tratamento bem-sucedido, ela mantém sua autonomia, é feliz, integrada socialmente e, para todos os efeitos, uma pessoa idosa saudável.
Uma outra pessoa com a mesma idade e as mesmas doenças, porém sem controle destas, poderá apresentar um quadro completamente diferente. Inicialmente sob a influência da depressão, essa pessoa poderá apresentar uma progressiva reclusão social, com tendência ao sedentarismo, déficit cognitivo, perda de auto-estima e abandono de autocuidados. Paralelamente, o diabetes e o problema cardíaco, que de início não limitavam, passam a limitar fisicamente, agravando o problema mental e aumentando o risco para complicações cardiovasculares. Nesse momento a capacidade funcional encontra-se já bastante comprometida, com dependência física e mental para a realização de atividades da vida diária mais complexas, como, por exemplo, limpar a casa, fazer compras, cuidar das finanças. No momento seguinte, o advento de um acidente vascular cerebral ou infarto do miocárdio não fatais pode remeter essa pessoa para um novo patamar de dependência, no qual será necessário assistência continuada para a realização das atividades mais básicas da vida cotidiana, como comer, vestir, ou tomar banho. Eventualmente, o adequado tratamento dessas doenças pode reverter o quadro, mas não a ponto de retornar ao patamar inicial. Nesse caso, ninguém hesitaria em caracterizar essa pessoa como doente.

domingo, 12 de outubro de 2008

PROJETO POLÍTICO PEDAGÓGICO DA ESCOLA



Fazendo uma analise do nosso PPP percebo que nada daquilo que realmente precisei para fazer este trabalho, constava claramente no nosso PPP, lendo a LDB percebi que ele foi baseado para não dizer quase copiado da própria lei. Sem contar que nada se fala neste PPP sobre as séries iniciais, pois a avaliação que consta no PPP é referente às séries finais do ensino fundamental e ensino médio. As séries iniciais da nossa escola são avaliadas continuamente através de diversos instrumentos e sua avaliação e feita mediante um parecer descritivo, sem nota ou pontos.
“O regime seriado predominou em nossas escolas do final do século XIX até o início da década de 80 do Século XX, quando passou a ser problematizado por ter seus fundamentos vinculados a uma pedagogia tradicional. A pedagogia tradicional, como se sabe, está centrada na transmissão de conhecimentos acumulados e considerados essenciais para a inserção de todos à sociedade e ao mercado de trabalho. Nesse modelo, os conhecimentos são divididos em componentes curriculares específicos para cada campo do conhecimento e esses, por sua vez, são subdivididos em séries ou anos de estudos. A lógica dessa forma de organização curricular é exclusivamente temporal, pois fica estabelecido que determinados conteúdos devam ser aprendidos, indistintamente, por todos os alunos num tempo também determinado.” (trecho do texto ORGANIZAÇÃO CURRICULAR DA ESCOLA E AVALIAÇÃO DA APRENDIZAGEM de Maria Beatriz Gomes da Silva).
Lendo este trecho que fala do currículo percebo que apesar de todo o discurso de uma pedagogia libertadora que tem em nosso PPP a nossa escola ainda tem seu currículo dividido em séries com os conteúdos específicos de cada série. Percebo que o papel, ou seja, o PPP não está tão de acordo com a pedagogia moderna que ele quer pregar e sim ainda falta muito para a prática atingir aquilo que a teoria já esta pregando. Este PPP foi reformulado este ano é possível que as idéias aos poucos saiam do papel e que com o tempo consigamos realmente o que se propõe a nossa escola.
“A contribuição que a escola se propõe a dar à sociedade consiste em incorporar no seu processo educativo um estudo rigoroso e perspicaz dos problemas e preocupações cruciais do Ser Humano. O ensino, a pesquisa e tudo o que faz parte do processo educativo têm a maior importância no Instituto Estadual “Coronel Genuíno Sampaio”, porque rejeita e refuta toda a visão parcial e deformada da pessoa humana. Com isso, quer reforçar um conceito de educação universal não fragmentário, que levaria certamente ao distanciamento pelo interesse central na pessoa humana.
Assim, a escola reforça a necessidade de um desenvolvimento completo da pessoa humana. Este conceito de educação pede que aspiremos a algo que ultrapasse o adestramento e o saber normalmente verificado num “bom aluno”. Assim, a educação busca a superação, sem que isso represente uma competição com os outros, mas a busca do desenvolvimento pleno de suas capacidades, para colocá-las a serviço dos demais.
O Instituto Estadual “Coronel Genuíno Sampaio” acredita que a educação não humaniza automaticamente. Também, não acredita na idéia de que toda a educação, seja qual for sua qualidade ou objetivo, conduzirá á virtude. Está ficando cada vez mais evidente que se a educação quer ser uma força moral na sociedade, temos que insistir em que o processo educativo se desenvolva num contexto moral. E, para que a nossa ação seja eficaz, a família precisa estar presente, acompanhando o desempenho da criança e do adolescente na escola, conhecendo o Projeto Pedagógico e incentivando as suas atividades.
No seu objetivo de proporcionar uma educação que vá alem da simples transmissão de conhecimentos e que eduque pessoas intelectualmente bem preparadas, conscientes e que se percebam como sujeito histórico, para transformar a realidade na qual está inserida a nossa escola. (trecho retirado do PPP do Instituto Estadual Coronel Genuíno Sampaio).

domingo, 28 de setembro de 2008

AS CONSTITUIÇÕES E A EDUCAÇÃO

Como foi interessante a realização da linha de tempo da interdisciplina de Gestão da Educação, pois fiz um passeio pelas constituições da era republicana e foi interessante associar as leis promulgadas com o contexto sóciopolitico e econômico daquele momento, pois cada época fez a constituição visando os interesses daquela época. A constituição de 1988 que é a que nos rege até hoje é aquela que abrange mais todos os setores e a que mais estabelece regras para nossa educação, foram muitas as emendas que foram feitas justamente para acompanhar as mudanças e tentar se aproximar cada vez mais com a realidade do povo brasileiro .

domingo, 21 de setembro de 2008

ORGANIZAÇÃO DA ESCOLA


A organização escolar, em uma perspectiva democrática se dá por uma série de processos, procedimentos e instrumentos.
São alguns deles:
Associação de Pais e Mestres (APM) – que tem por finalidade integrar a comunidade, o Poder Público, a escola e a família.
Conselho Escolar (formado por pais, alunos, professores e funcionários da escola) – tem a função de deliberar, consultar e fiscalizar as questões pedagógicas, administrativas e financeiras. Visa apoiar a direção na elaboração do Plano de Desenvolvimento da Escola e na implantação da Proposta Pedagógica.
Plano Político Pedagógico – deve ser criado com a participação da comunidade escolar para que seu conteúdo contemple as necessidades daquela comunidade escolar.
Na minha escola o diretor foi escolhido por eleição direta pela comunidade escolar (composta de alunos a partir da 4ª série, pais, professores e funcionários da escola).
Já participei de duas reformulações do PPP da minha escola, pois assim como a comunidade escolar vai se modificando e suas necessidades vão sendo outras o PPP também precisa ser mudado para atender da melhor forma possível estas mudanças.
O Grêmio Estudantil da escola é um elo de ligação entre direção e estudantes e trabalha juntamente com a direção da minha escola.
A CPM é participativa se envolvendo com os problemas da escola e fazendo o possível para a melhoria da escola.
O Conselho Escolar cumpre seu papel fiscalizando as questões administrativas, financeiras e pedagógicas.
Percebo que a gestão democrática deve ser cumprida na prática, e não somente no papel. A comunidade deve ser envolvida e consultada para que com isso compreenda que a qualidade da escola depende do seu envolvimento e participação ativa.

GESTÃO DA EDUCAÇÃO


O Brasil passou por períodos democráticos, ditatoriais ou de transição entre autoritarismo e democracia.
Nos estados federativos de tipo cooperativo, como é o caso do Brasil, existe e uma ação conjunta entre todas as esferas de governo.
No caso brasileiro existem três esferas de governo (federal, estadual e municipal) e a cada uma compete uma responsabilidade diante da educação e outras esferas sociais. Cada uma destas esferas é responsável por um eixo da educação.
A União tem mantido, ao longo dos anos, atribuições que visam construir uma organização nacional, em especial as tarefas de legislação, normatização e planejamento. Todavia, a gestão e grande parte do financiamento da oferta de educação básica cabem aos governos estaduais e municipais.
A responsabilidade pela oferta de educação escolar é compartilhada pelos três níveis governamentais.
No planejamento, a Constituição de 1988 determinou a elaboração, através de lei, de planos plurianuais nacionais de educação, os quais devem observar a articulação entre os níveis de ensino e a integração das ações do Poder Público.
A responsabilidade das três esferas de governo também está presente na tarefa de normatização da educação. Nesse campo da normatização, participam os poderes executivo, legislativo e judiciário.

VIDA ADULTA


Segundo o Minidicionário Luft, adulto quer dizer: “1. Plenamente desenvolvido. 2. Pessoa que atingiu a idade madura. 3. Pessoa que chegou a maioridade legal.”
O princípio da vida adulta é ainda mais difícil de se estabelecer uma marcação de quando começa realmente. As mudanças não ocorrem em idades específicas, variando conforme o meio em que a pessoa vive e sua posição social. Ser Adulto significa ter independência e assumir a responsabilidade pelo seu projeto de vida. É ir assumindo cada vez mais responsabilidades e papéis diferentes na sua vida. Legalmente chega-se a idade adulta aos 21 anos, mas psicologicamente, penso que isto deve variar muito. O adulto situa-se atualmente numa sociedade de escolhas, decisões e projetos – projetos profissionais, de carreira, familiares, de orientação, inserção, formação, de reforma, entre outros.
A pessoa torna-se adulta, acredito realmente, quando a vida cobra dela um posicionamento, quando as responsabilidades vão surgindo e temos que assumi-las para não sermos atropelados por elas. Como já falei anteriormente depende de uma série de fatores, como por exemplo, de ter casado, de ter filhos, morar sozinho, ou com os pais, ter um trabalho que exija mais responsabilidades, etc.
Os maiores desafios da vida adulta acreditam que seja a "carga de responsabilidades impostas pela sociedade", pois quando se é adolescentes temos algumas responsabilidades, junto a nós nossos amigos e a sociedade como um todo, mas quando se é adolescente acredita-se que regras foram feitas para ser quebradas, responsabilidades só servem para nos deixar mais velhos e outras justificativas para não nos prendermos em responsabilidades.Na vida adulta nossas atitudes tem um reflexo muito maior no nosso futuro como em todas as ações que fazemos.
Na vida adulta pode se aprender pela experiência de outras pessoas, quando se tem paciência para ouvir, ou então, o jeito mais doloroso e eficaz no meu caso, é aprender com os erros, pois no processo de juntar os cacos e reconstruir a vida sempre acabo aprendendo e fazendo o possível para não cometer o mesmo erro novamente.

domingo, 31 de agosto de 2008

Organização da Escola

No trabalho realizado para a interdisciplina de Organização da Escola tinhamos que dividir uma série de itens entre a Gestão Patrimonialista e a Gestão Democrática e depois escolher dois deles que fossem contraditórios e escrever o porquê desta contadição, escolhi os dois itens a seguir, apesar de as vezes nas escola em que se trabalha persistir um pouco da gestão patrimonialista, onde ainda se vê diretores escolhendo professores e beneficiando-os por compartilharem da mesma visão política. Ou em alguns casos usufruindo do cargo para ganharem maior visibilidade ao invés depensarem no trabalho para o qual foram eleitos.
GESTÃO DEMOCRÁTICA
. ►CRITÉRIOS IMPESSOAIS, OBJETIVOS E UNIVERSAIS NA GESTÃO DOS RECURSOS DA ESCOLA

GESTÃO PATRIMONIALISTA
►CRITÉRIOS PESSOAIS E/OU PARTICULARISTAS NA GESTÃO DOS RECURSOS DA ESCOLA

Estes dois itens são práticas de gestão incompatíveis, pois são ações completamente contrárias. Na gestão patrimonialista elevado em conta os interesses da pessoa que está no comando, onde as pessoas que estão trabalhando para esta pessoa normalmente são familiares ou pessoas das relações pessoais, que muitas vezes ocupam o cargo em virtude de uma troca de favores. A relação de trabalho é de fidelidade pessoal ao gestor e não de dever e disciplina ligados ao cargo ocupado. Na gestão democrática existe uma separação entre os interesses públicos e privados,o vínculo entre o gestor e o funcionário obedece as regras que foram estabelecidas pelo cargo ocupado. Neste tipo de gestão que ordena também obedece a regras, instituídas, frutos de discussão e votação. Os gestores de uma organização pública não são proprietários e sim remunerados e estão sujeitos a prestações de contas.