Blog que visa mostrar as aprendizagens e as reflexões feitas durante o processo de aprendizagem do curso de Pedagogia a Distância da UFRGS.
domingo, 22 de novembro de 2009
EDUCAÇÃO DE SURDOS
(Filósofo Sócrates)
A luta pela inclusão educacional é questionada por muitos surdos devido a estes permanecerem sob o poder de professores ouvintes, dentre os quais, muitos não possuem o domínio da Língua de Sinais. Surge então uma exclusão no que se refere à efetiva participação e autonomia do aluno surdo em aula, mascarada pelo conceito de inclusão (MOURA 2000).
O ouvinte não tem uma dimensão do mundo e da cultura do surdo, não sabendo muitas vezes de que forma se processa o aprendizado destas pessoas e também sem entender que muitas vezes o que se chama de inclusão hoje em dia pode acabar virando uma exclusão, pois o aluno está inserido no mundo dos ouvintes, sem muitas vezes ter uma compreensão do que se passa ao seu redor e sem ter um conhecimento da Língua Portuguesa, da sua estrutura e também por vezes sendo dono de um vocabulário tão reduzido que é incapaz de escrever um simples bilhete.
Acredito que é de extrema importância que as escolas que recebem os surdos tenham a preocupação de darem toda a estrutura para que eles necessitem para realmente aprenderem, respeitar a língua de sinais como sua primeira língua e o estudo da Língua Portuguesa como seu segundo idioma. O estudo da Língua Portuguesa como forma de acesso de qualidade aos conteúdos curriculares, leitura e escrita, sem depender da oralidade.
Além disso, é muito importante que a aula seja ministrada por um professor surdo, pois este além de servir como um modelo de adulto surdo tem também um conhecimento da cultura surda, maior intimidade com a língua de sinais criando assim um ambiente propício para a aprendizagem, pois assim os alunos terão uma intimidade e um vínculo maior com o professor, ainda mais que muitos alunos surdos possuem pais ouvintes que não possuem uma boa comunicação com os filhos devido à barreira da linguagem.
Uma mudança já parece se desenhar com a inclusão da Língua de Sinais nos cursos de licenciatura, onde os futuros professores têm um conhecimento maior da cultura surda, dos processos de aprendizagem do aluno surdo e conhecimentos elementares da língua o que pelo menos dá uma visão diferente ao professor na hora de ensinar o aluno e uma compreensão do seu mundo e modo de aprender.
TRABALHO DE CAMPO
Componentes: Grace Kunst, Magali Capeletti, Rozane Pastório e Susana da Silva.
METODOLOGIA: Para a realização desta pesquisa foram feitos questionários abordando vários aspectos da vida dos estudantes entrevistados. A entrevista foi feita pessoalmente, na própria escola onde os estudantes tem suas aulas Foram abordadas questões sócio demográficas, sócio-culturais e sócio-cognitivas.
DISCUSSÃO: Dos alunos entrevistados a média de idade é de 35 a 45 anos, a maioria parou de estudar para começar a trabalhar e boa parte veio de outras cidades para Sapiranga em busca de emprego. Apenas dois dos entrevistados são produtos excluídos das escolas de Sapiranga, ou seja, nasceram e se criaram aqui na cidade. A grande maioria iniciou seus estudos quando criança, mas devido ao fato de terem que trabalhar, abandonaram os estudos retomando-os somente depois de adultos, graças ao incentivo da família, mas principalmente em função da exigência do mercado de trabalho.
CONCLUSÃO: Mediante a pesquisa feita foi possível perceber que os relatos de vida dos estudantes, as dificuldades apresentadas e as mudanças ocorridas a partir do momento em que voltaram a estudar, assemelham-se com o perfil descritos por Martha Kohl em seu texto “ Jovens e Adultos como sujeitos do conhecimento e da aprendizagem”: “Ele é geralmente o migrante que chega às grandes metrópoles provenientes de áreas rurais empobrecidas, filho de trabalhadores rurais não qualificados e com baixo nível de instrução escolar (muito freqüentemente analfabetos), ele próprio com uma passagem curta e não sistemática pela escola e trabalhando em ocupações urbanas não qualificadas, após experiência no trabalho rural na infância e na adolescência, que busca a escola tardiamente para alfabetizar-se ou cursar algumas séries do ensino supletivo.( Martha Kohl). A realidade que encontramos é semelhante com a descrita pela autora, os adultos abandonaram os estudos quando criança retomando tardiamente por alguma imposição da vida.
BIBLIOGRAFIA:
OLIVEIRA, Marta Kohl de. Jovens e adultos como sujeitos de conhecimento e aprendizagem. Revista Brasileira de Educação, Set./Out./Nove./Dez. 1999, n. 12, p. 59-73.
TEMAS GERADORES
No momento que a aprendizagem torna-se algo significativo para o aluno ele com certeza irá aprender com mais facilidade, pois poderá relacionar o que aprende com a sua realidade e consequentemente saber como encaixar este novo aprendizado na sua vida. Irá criar uma relação entre o concreto e o abstrato e o aluno conseguirá entender e aprender.
No caso do adulto, mais ainda se faz necessário uma aprendizagem voltada para a realidade deste trabalhador e principalmente que estabeleça uma relação entre a sua vida e o objeto de estudo. O adulto que está procurando aprender depois de muito tempo tem algum objetivo em mente, algo que procura concretizar com a ajuda do seu estudo e portanto o ensino deve ser mais significativo ainda para estimular este estudante a seguir em frente sem desistir e principalmente sabendo que o que está estudando tem relação com ele e com sua vida e que futuramente poderá aplicar na prática o que estudou.
segunda-feira, 19 de outubro de 2009
NARRATIVA INFANTIL
Nós adultos também nos entregamos a uma história nos envolvendo de tal forma que muitas vezes não conseguimos separar a verdade da ficção, pois muitas vezes é possível perceber isso quando vemos adultos falando ou agindo da mesma forma que algum personagem de novela, filme ou livro.
Penso que é de extrema importância que as crianças sejam estimuladas a falar, contar histórias, deixar a sua imaginação voar alto, pois através deste exercício de narrar, contar algo ou criar narrativas as crianças vão desenvolvendo sua imaginação e principalmente sua expressão oral e sua visão sobre as coisas.
domingo, 4 de outubro de 2009
RELAÇÃO ENTRE TRABALHO E OS ESPAÇOS DE EJA
A educação de adultos é uma necessidade tanto na comunidade como nos locais de trabalho. À medida que a sociedade se desenvolve novas possibilidades de crescimento profissional surgem, mas, por outro lado, exigem maior qualificação e constante atualização de conhecimentos e habilidades.
O investimento em capital humano realizado pelas empresas procura provocar, intencionalmente, um processo de aumento dos padrões de competitividade e de produtividade no setor industrial. Dessa forma, a educação em empresas e pelas empresas vem se constituindo como uma alternativa para a manutenção da competitividade, tanto interna como externamente. E, ainda, ao participar de projetos educacionais, sejam eles enfatizando ações voltadas para a necessária redução dos índices de analfabetismo, seja por meio de programas de (re) qualificação profissional, as empresas estão ampliando suas possibilidades de reconhecimento nos padrões de qualidade total via a oferta educacional.
No que se refere ao acesso e permanência do trabalhador na escola, a Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional – LDB nº 9.394/96 – determina que:
Art. 4º O dever do Estado com educação escolar pública será efetivado mediante a garantia de:
Ensino fundamental, obrigatório e gratuito, inclusive para os que a ele não tiveram acesso na idade própria;
(...)
VI- oferta de ensino noturno regular, adequado às condições do educando;
VII- oferta de educação escolar regular para jovens e adultos, com características e modalidades adequadas às suas necessidades e disponibilidades, garantindo-se aos que forem trabalhadores as condições de acesso e permanência na escola.
Art. 37 A educação de jovens e adultos será destinada àqueles que não tiveram acesso ou continuidade de estudos no ensino fundamental e médio na idade própria.
§ 1º Os sistemas de ensino assegurarão gratuitamente aos jovens e aos adultos, que não puderam efetuar os estudos na idade regular, oportunidades educacionais apropriadas, consideradas as características do alunado, seus interesses, condições de vida e de trabalho, mediante cursos e exames.
§ 2º O Poder Público viabilizará e estimulará o acesso e a permanência do trabalhador na escola, mediante ações integradas e complementares entre si.
O que vemos acontecer é que apesar de estar assegurado o direito do jovem e adulto de estudar, percebe-se que a oferta não é tão grande assim por parte do poder público de proporcionar a estes estudantes uma escola que atenda os interesses destas pessoas e proporcionem qualificação. Vemos muitas empresas oferecendo a seus estudantes o ensino que seria obrigação do poder público para poder promover a qualificação destes trabalhadores.
CULTURA SURDA
Alfabetização e a pedagogia do empowerment político
Como movimento social, a alfabetização estava presa às condições materiais e políticas necessárias para desenvolver e organizar os professores, os agentes comunitários e outros, dentro e fora das escolas. Isso era parte de uma luta maior pelas ordens de conhecimento, valores e práticas sociais que deveriam, necessariamente, prevalecer para que a luta pela instauração de instituições democráticas e de uma sociedade democrática tivesse êxito. Para Gramsci, a alfabetização tornou-se um referente e uma modalidade de crítica para o desenvolvimento de formas de educação contra-hegemônicas em torno do projeto político de criar uma sociedade de intelectuais (no sentido mais amplo do termo) que pudesse captar a importância de desenvolver esferas públicas democráticas como parte da luta da vida moderna no combate à dominação, bem como tomar parte ativa na luta pela criação das condições necessárias para tornar as pessoas letradas, para dar-lhes uma voz tanto para dar forma à própria sociedade, quanto para governá-la.
Refletindo sobre o texto lido e relacionando com a leitura de didática é possível chegar à conclusão que não é do interesse dos governantes terem cidadãos críticos capazes de contestar suas medidas, por isso talvez que o apoio a educação seja tão pouco e as medidas alusivas a educação demorem sempre tanto a serem promulgadas e quando são acabam retrocedendo ao invés de avançar um nível.
Para Paulo Freire o processo de alfabetização é um projeto político no quais homens e mulheres afirmam o seu direito e sua responsabilidade não apenas de ler, compreender e transformar suas experiências pessoais, mas a possibilidade de erguer suas vozes na releitura desse mundo. Freire expressa a importância do respeito por parte do educador em relação à leitura de mundo do educando, não somente pela oportunidade de melhor conhecer o nível cognitivo e afetivo e a sua situação existencial, mas o de reconhecer que o saber que traz à escola tem relevância cultural, social e histórico. A leitura de mundo revela também a inteligência de cada um nesse processo de viver o mundo. Respeitar a leitura de mundo não é uma tática em que o educador procura ser mais simpático ao educando, é uma concepção democrática de construir o currículo na qual se revela que o “saber de experiência feito” e a curiosidade que o aluno traz à escola serão o ponto de partida para ir mais além, e nunca o ponto de chegada.
Educação, trabalho e currículo integrado
domingo, 13 de setembro de 2009
Relação entre fala e escrita
Contribuição de Comênio
O menininho
domingo, 12 de julho de 2009
Entre os Muros da Escola
Marin se apresenta como um professor dedicado que, entretanto, esbarra na resistência à cultura escolar por parte de seus alunos, bem como nos conflitos presentes em uma turma composta, em sua maioria, por alunos oriundos de famílias imigrantes. Esses conflitos e resistências aparecem, continuamente, na sala de aula, envolvendo Marin e seus alunos e, muitas vezes, os próprios alunos entre si. Representação de racismo disputa entre identidades nacionais e preconceito de classe são comuns nesse espaço, e acontecem em todas as instâncias da escola. . Segundo Marilene Leal o negro na maioria das escolas tem baixa auto-estima por ser discriminado e que o índice de evasão entre eles é bastante grande.
A cena escolhida foi quando o professor Marin perde a cabeça e insulta duas alunas chamando-as de vagabundas. Esse incidente termina por gerar uma grande confusão quando um aluno negro se revolta e sem querer acerta a mochila no supercílio de uma colega, fazendo o seu rosto ficar ensangüentado, e termina saindo da sala sem a permissão do professor. Tal incidente vai parar
Na cena, o professor ofende claramente duas alunas, provoca um tumulto em aula, cria-se uma confusão e o aluno que começa tudo, sai da sala de aula. Resultado disto tudo: o aluno vai a julgamento, a mãe do aluno não consegue falar, o professor que ofende tem direito a permanecer na reunião intimidando o aluno, vota-se a expulsão do aluno sem a presença de sua mãe e dele mesmo.
Esta cena mostra com clareza o que muitas vezes pode acabar acontecendo nas salas de aula, principalmente com os professores que lidam com alunos um pouco maiores, a partir da 4ª série já é possível notar nos alunos esta falta de cooperação e muitas vezes falta de respeito com o professor e qualquer outra figura de autoridade. Estes embates acabam gerando conflitos e muitas vezes o professor por estar sobrecarregado acaba perdendo a cabeça e escolhendo palavras ásperas para se referir a determinados alunos.
O filme retrata também os conflitos próprios da adolescência que concorrem com conflitos de identidade, em confronto com uma tradição educacional presa a pressupostos disciplinares que não dão conta das contradições vivenciadas pelas inúmeras identidades, que não se somam, ao contrário, vive um conflito sem fim.
Os alunos do filme estão à maioria deles, por ser uma turma de 7ª série, entre os 12 e os 15 anos, estando então no estágio das operações formais, estágio este que tem como algumas características:
- Reflexão existencial (Quem sou eu? O que eu quero da minha vida?).
- Crítica dos valores morais e sociais.
- Moral própria baseada na moral do grupo de amigos.
- Experiência de coisas novas, estimuladas pelo grupo de amigos.
De uns anos pra cá, as novas teorias pedagógicas apontam que o ensino deve ser mais “humano”, ou seja, que o professor deve procurar compreender e estimular os seus alunos, facilitando o processo da aprendizagem, além de respeitar e lidar com as diferenças intelectuais, étnicas, culturais e socais de cada aluno.
Educar moralmente não é segundo Piaget, apenas um ato de implantar valores na criança, mas também, e principalmente, um ato de ajudar a compreender esses valores, tomando consciência deles. Para tanto, é necessário perceber como se dá o respeito às regras e aos valores que norteiam a vida da criança.
Desenvolvimento Moral
Educar moralmente não é segundo Piaget, apenas um ato de implantar valores na criança, mas também, e principalmente, um ato de ajudar a compreender esses valores, tomando consciência deles. Para tanto, é necessário perceber como se dá o respeito às regras e aos valores que norteiam a vida da criança.
No aspecto moral, segundo Piaget, a criança passa por uma fase pré-moral, caracterizada pela anomia, coincidindo com o "egocentrismo" infantil que vai até aproximadamente 4 ou 5 anos. Gradualmente, a criança vai entrando na fase da moral heterônoma e caminha gradualmente para a fase autônoma.
O quadro abaixo relaciona as atitudes interiores e as fases morais:
| ANOMIA | HETERONOMIA | AUTONOMIA |
| Bagunça Devassidão Libertinagem Dissolução
| Medo Autoritarismo Imposição Castigo Prêmio Respeito unilateral Autocracia Tirania
| Cooperação Amor Respeito mútuo Afetividade Livre-arbítrio Democracia Reciprocidade Lei Causa e Efeito |
Trabalho com crianças de
Na parte da tarde possuo uma quarta série, onde as idades variam de
Um dia dois meninos, o Lucas de 13 anos e o Vinícius de 10 começaram a discutir em função de um trabalho em grupo que estavam fazendo e de uma hora para outra o Vinícius deu um empurrão no Lucas que revidou dando um soco no braço do colega. Ambos os alunos já se envolveram em diversas situações parecidas, muitas vezes juntos e em outras ocasiões separados envolvendo outras pessoas.
Lendo o texto, “Significações de violência na Escola: Equívocos da compreensão dos processos de desenvolvimento moral na criança?”,de Jaqueline Picetti, ela no leva a pensar que tudo não passa de uma questão de justiça e que as crianças estão aplicando punições entre si de acordo com o que receberam um do outro, mas questiono o seguinte, será que no caso destes meus dois alunos eles estão realmente aplicar a justiça de acordo como pensam ou realmente eles possuem mesmo um comportamento agressivo, até em função da idade, pois um já é um adolescente e outro quase completando 11 anos está na pré adolescência.
Analisando o comportamento destes dois alunos posso chegar a conclusão que são moralmente imaturos, pois ainda estão no estágio da anomia ou egocentrismo, pois ambos sempre revidam de forma agressiva quando acontece algo que os contraria.
Pensando e analisando um pouco estes meninos e outros da mesma turma que também possuem um comportamento assim me pergunto: Será que todos possuem uma imaturidade moral, ou será que existem outros fatores que influenciam além dos seus desenvolvimentos morais?
Na verdade eu penso que além de ser imaturos eu acredito que as influências externas têm muito a ver com o comportamento destes alunos em particular, como a televisão, com seus desenhos e filmes violentos que eles tanto cultuam e principalmente games que não são adequados para idade que muitas vezes eu os vejo comentarem que jogam e tem.
Analisando meus alunos da parte da manhã, muitas vezes acontecem coisas do tipo de um esbarrar no outro e este acabarem revidando, mas tudo dentro de certa normalidade. Percebo também entre eles esta questão de obedecer às regras, muitas vezes sem saber nem porque, mas como foi instituído por alguém cobrar este comportamento dos outros que tenha quebrado ela.
Concluindo, que ao se pensar em uma educação moral, esta deve ser muito refletida, pois, numa primeira instância, devemos tomar conhecimento de como se desenvolve a moralidade na criança, já que esta depende, também, do desenvolvimento cognitivo. É neste contexto, portanto, que devemos conhecer os meios adequados para desenvolver a capacidade do juízo moral na criança.
Ação
Durante a atividade de ação, optei em realizar uma atividade que envolvesse uma ação direta dos alunos, onde através da sua ação sobre os objetos de pesquisa eles pudessem construir seu conhecimento. Estávamos trabalhando o solo e pedi para que analisassem com a ajuda de uma lupa e do tato três amostras de terra (argila, areia e terra preta) para que percebessem a diferença de tamanho das partículas de cada uma. Em seguida utilizando um funil para cada amostra de terra, pedi que os alunos colocassem as amostras de solo uma em cada funil e em seguida despejassem a mesma quantidade de água nos três funis e com isso analisassem o tempo que a água demoraria em passar pelos três recipientes. Depois de concluída esta parte pedi que os alunos em grupo relacionassem o tempo que a água demorou em passar pelas amostras e o tamanho das partículas de solo que eles analisaram.
Analisando esta aula e levando em conta o significado de construtivismo: “a idéia de que nada, a rigor, está pronto, acabado, e de que, especificamente, o conhecimento não é dado, em nenhuma instância, como algo terminado. Ele se constitui pela interação do Indivíduo com o meio físico e social, com o simbolismo humano, com o mundo das relações sociais; e se constitui por força de sua ação e não por qualquer dotação prévia, na bagagem hereditária ou no meio, de tal modo que podemos afirmar que antes da ação não há psiquismo nem consciência e, muito menos, pensamento.”; posso chegar à conclusão que a aula foi construtivista, pois os alunos construíram o seu conhecimento a partir da ação e da observação que tiveram sobre os objetos de estudo, que neste caso foram as amostras de solo. A partir desta observação e ação que tiveram os alunos concluíram, sem ter nenhum prévio conhecimento sobre o assunto que quanto maior a partícula do solo a água vai passar mais facilmente o que é o caso da areia e quanto menor for à partícula mais tempo vai demorar a água passar, que é o caso da argila. Realmente estes conceitos de permeabilidade da água ficaram bem gravados para os alunos, pois sempre que questionados sobre o assunto os alunos sempre se lembram da experiência que fizeram e conseguem relacionar os conceitos com a prática realizada.
Segundo PIAGET, “o aluno é um sujeito cultural ativo cuja ação tem dupla dimensão: assimiladora e acomodadora. Pela dimensão assimiladora ele produz transformações no mundo objetivo, enquanto pela dimensão acomodadora produz transformações em si mesmo, no mundo subjetivo. Assimilação e acomodação constituem as duas faces, complementares entre si, de todas as suas ações.” Para a epistemologia genética a ação é promotora de aprendizagem. Piaget acreditava que a aprendizagem acontece a partir da ação do sujeito, sendo que essa ação pode ser física ou mental.
Estes dois processos buscam restabelecer um equilíbrio mental perturbado pelo contato com um dado incompatível com aquilo que se conhece até então (princípio de equilibração). No primeiro caso aquilo com que se entra em contato é assimilado por um esquema já existente que então se amplia, no segundo, o dado novo é incompatível com os esquemas já formulados e então se cria um novo esquema acomodando este novo conhecimento. Este novo esquema será então ampliado na medida em que o indivíduo estabelecer relações com seu meio.
No caso da atividade realizada em sala de aula os alunos agiram sobre os objetos e a partir desta ação foram construindo o seu conhecimento. Pois aparentemente para os alunos os solos todos eram iguais somente apontando como diferença a sua coloração, mas a partir de uma analise mais apurada onde puderam ver com mais atenção e principalmente tocar as amostras de solo eles tiveram que mudar este conceito e criar um novo esquema mental e criar um novo conceito: que quanto maior a partícula menos água ela irá reter. Com o tempo os alunos começam a perceber no próprio ambiente onde vivem ou dos lugares que freqüentam as mesmas ações acontecendo.
Como por exemplo, “quando choveu muito e a água ficou empossada, pois o solo era argiloso e como a areia da praia deixa a água do mar passar rápido por ela”. Com estas observações feitas pelos alunos pude perceber que houve a assimilação e a acomodação destes conteúdos construídos a partir da ação dos alunos sobre o objeto de aprendizagem.
domingo, 31 de maio de 2009
MÉTODO CLÍNICO II
Este teste foi mais rápido que o primeiro, feito com a Karina, pois conseguimos conduzi-lo melhor e também porque o Nathan já estava dando como certo que era sempre igual às massinhas e que como eu não acrescentava nem tirava nada estava se impacientando em responder algo que para ele era fato consumado.
Seminário Integrador

Concepções de índio

A partir de então os indígenas perceberam que deveriam se unir em um único povo, sem perder sua identidade para poderem reivindicar seus direitos, pois de donos da terra, passaram a ser tratados como hospedes, perdendo praticamente seu direito de posse da terra para ter que viver em áreas demarcadas pelo governo.
Antes desta união por parte dos indígenas, muitos renegavam suas origens étnicas denominando-se caboclos, pois não queriam se declarar índios e não podiam dizer serem brancos, já que ninguém consegue esconder os traços físicos de sua herança étnica.
“O reconhecimento da cidadania indígena brasileira e, conseqüentemente, a valorização das culturas indígenas possibilitaram uma nova consciência étnica dos povos indígenas do Brasil. Ser índio transformou-se em sinônimo de orgulho identitário. Ser índio passou de uma generalidade social para uma expressão sociocultural importante do país. Ser índio não está mais associado a um estágio de vida, mas à qualidade, à riqueza e à espiritualidade de vida. Ser tratado como sujeito de direito na sociedade é um marco na história indígena brasileira, propulsor de muitas conquistas políticas, culturais, econômicas e sociais.” (extraído do Livro “O Índio Brasileiro: o que você precisa saber sobre os povos indígenas no Brasil de hoje” – Brasília, 2006. Gersen dos Santos Luciano – Baniwa)
O que se vê agora são indígenas retomando suas tradições e seu modo de vida, tentando resgatar sua identidade cultural a muito perdida e renegada em função do preconceito que existia com sua raça. A transmissão da cultura, das histórias, dos costumes, dos rituais dos mais velhos para as novas gerações vão garantir que esta cultura não morra e que possa ser valorizada pelas novas gerações.
E principalmente a valorização de todos pela cultura indígena e pela contribuição para nossa cultura, que os índios possam ser vistos como seres humanos, como cidadãos brasileiros, com os mesmos direitos e deveres que todos os cidadãos, sejam brancos, negros, asiáticos.
Que o índio possa ser visto como um cidadão capaz de trabalhar e estudar e atuar em qual quer área que se disponha a atuar. Sem que as pessoas tenham os pré conceitos que os índios são preguiçosos e selvagens ou a visão romanceada que são protetores das matas e animais.
“A interculturalidade é uma prática de vida que pressupõe a possibilidade de convivência e coexistência entre culturas e identidades. Sua base é o diálogo entre diferentes, que se faz presente por meio de diversas linguagens e expressões culturais, visando à superação da intolerância e da violência entre indivíduos e grupos sociais culturalmente distintos.” (Gersen dos Santos Luciano – Baniwa)
domingo, 24 de maio de 2009
Método Clínico
Quanto a nossa atuação, acredito que a prática leva a perfeição, portanto como primeira experiência podemos melhorar muito, pois não conseguimos fazer exatamente igual ao roteiro e estávamos inseguras. Acredito que futuramente aplicando mais vezes o resultado será melhor e conseguiremos perguntar mais e investigar melhor a resposta dada pela criança fazendo mais questionamentos para que a criança possa justificar melhor a sua resposta.
Agora com a próxima atividade, com certeza teremos a chance de rever nossos erros e tentar fazer de uma forma diferente para chegarmos o mais perto possível daquilo que é esperado.
“O bom experimentador deve, efetivamente, reunir duas qualidades aparentemente incompatíveis: saber observar, deixar a criança falar, não desviar nada e, ao mesmo tempo, saber buscar algo preciso, ter a cada instante uma hipótese de trabalho, uma teoria verdadeira ou falsa para controlar”. (PIAGET, J. A Representação do Mundo na Criança. Rio de Janeiro: Distribuidora Record, [s.d.].p. 11)
Educação após Aushwitz
Para Adorno, a educação deve, simultaneamente, evitar a barbárie e buscar a emancipação humana. Ele questiona a educação autoritária e pensa uma educação emancipatória.
Adorno sustenta a idéia de que a escola deve ser remodelada, ou melhor, ainda, ela deve receber mais recursos e suportes que ajudem na educação de forma geral. Deve-se fazer com que os métodos de ensino nas escolas sejam dinâmicos e proporcionem aos alunos meios para interagirem e se tornarem parte da escola.
Ao falar de educação após Auschwitz Adorno ressalta dois aspectos. O primeiro se refere à educação infantil, principalmente na primeira infância: o segundo está relacionado ao esclarecimento geral, que produz um clima intelectual, social e cultural que impeça tal reprodução.
Na primeira infância ocorre a formação do caráter da criança, por isso é tão importante que hábitos, atitudes e valores sejam bem trabalhados nesta idade, por isso a importância da educação infantil, mas principalmente da consciência dos próprios pais em darem um bom exemplo e servirem de modelo para seus filhos, pois de nada adianta o trabalho da escola se os próprios pais ignoram estes hábitos, atitudes e valores.
Adorno sustenta a tese de que é importante se pensar a cada dia na possibilidade de uma nova Auschwitz. Carregar essa suposta desconfiança e estar historicamente informado a respeito do fato é comprometer-se em criar medidas de prevenção que possam evitar uma nova Auschwitz. E ainda: ignorar tais fatos e afastá-los da história é uma ação digna de condenação, pois mesmo o homem moderno com suas tendências e projetos para o futuro deve se lembrar que sua existência presente é fruto do tempo que passou.
Neste caso é obrigação da escola estudar mais a fundo este episódio e não simplesmente colocá-lo como uma tragédia que aconteceu e que matou milhões de pessoas, mas sim pesquisar os motivos de tal barbárie e quais as suas conseqüências na nossa atual sociedade e além de tudo relacionar com o que acontece nos dias atuais, relacionando com os atos igualmente bárbaros que são praticados principalmente contra as crianças que por serem mais fracas não tem como se defender.
Para concluir esta postagem sobre as idéias do autor, seria interessante analisar qual o papel da nossa sociedade hoje no combate da barbárie. Segundo ele, todas as pessoas hoje, sem qualquer exceção, se sentem mal-amadas, por que não são capazes de amar o suficiente. Com certeza a falta de amor hoje pela pessoa do próximo poderia levar a uma repetição de uma nova Auschwitz. Além deste desamor que permeia nossa sociedade seria importante destacar também a intolerância que é uma conseqüência deste desamor, pois muitas vezes por intolerância são cometidas as piores injustiças e os atos mais injustificados.
sexta-feira, 8 de maio de 2009
Clube do Imperador

Todos, segundo Paulo Freire, devem ter a consciência da importância da escola e do educador na formação de cidadãos conscientes de suas responsabilidades sociais.
No caso de Sedgewick Bell, o caráter do menino já refletia aquilo que o pai queria moldar no filho, para que este seguisse seus próprios passos, tanto que ele fala para o professor que a função dele é lecionar e o caráter quem iria moldar seria ele próprio, o pai.
Conclui-se com o filme que, por melhor que seja a escola ou o professor, o caráter e a personalidade são moldados pelo “berço” e, no decorrer da vida, os meios podem interferir, porém, o que de fato fica, são os exemplos – bons ou ruins – que recebemos de nossos pais.
Educação de nada serve se não puder ser revertida em crescimento, em desenvolvimento pessoal e coletivo, pois o educador na medida do possível deve educar para as mudanças, buscar a autonomia e a liberdade trabalhando sempre o lado positivo dos alunos a fim de promover suas capacidades de aprendizagem e propiciar uma formação cidadã consciente.










