domingo, 24 de maio de 2009

Método Clínico

Quando aplicamos o método clínico de conservação de massa, estávamos somente perguntando quais das duas eram maiores e não perguntando por que ela achava isso, depois iniciamos perguntando o porquê das respostas da Karina ai ela começou a responder que um tinha uma quantidade maior do que a outra, e quando pedi para ela pegar na mão sentir o peso e a forma ele mudou de idéia dizendo serem do mesmo tamanho.
Quanto a nossa atuação, acredito que a prática leva a perfeição, portanto como primeira experiência podemos melhorar muito, pois não conseguimos fazer exatamente igual ao roteiro e estávamos inseguras. Acredito que futuramente aplicando mais vezes o resultado será melhor e conseguiremos perguntar mais e investigar melhor a resposta dada pela criança fazendo mais questionamentos para que a criança possa justificar melhor a sua resposta.
Agora com a próxima atividade, com certeza teremos a chance de rever nossos erros e tentar fazer de uma forma diferente para chegarmos o mais perto possível daquilo que é esperado.

“O bom experimentador deve, efetivamente, reunir duas qualidades aparentemente incompatíveis: saber observar, deixar a criança falar, não desviar nada e, ao mesmo tempo, saber buscar algo preciso, ter a cada instante uma hipótese de trabalho, uma teoria verdadeira ou falsa para controlar”. (PIAGET, J. A Representação do Mundo na Criança. Rio de Janeiro: Distribuidora Record, [s.d.].p. 11)




Educação após Aushwitz

"Qualquer debate acerca das metas educacionais carece de significado e importância frente a essa meta: que Auschwitz não se repita. Ela foi a barbárie contra a qual se dirige toda a educação. Fala-se da ameaça de uma regressão à barbárie. Mas não se trata de uma ameaça, pois Auschwitz foi a regressão; a barbárie continuará existindo enquanto persistirem no que têm de fundamental as condições que geram esta regressão" (Adorno)
Para Adorno, a educação deve, simultaneamente, evitar a barbárie e buscar a emancipação humana. Ele questiona a educação autoritária e pensa uma educação emancipatória.
Adorno sustenta a idéia de que a escola deve ser remodelada, ou melhor, ainda, ela deve receber mais recursos e suportes que ajudem na educação de forma geral. Deve-se fazer com que os métodos de ensino nas escolas sejam dinâmicos e proporcionem aos alunos meios para interagirem e se tornarem parte da escola.
Ao falar de educação após Auschwitz Adorno ressalta dois aspectos. O primeiro se refere à educação infantil, principalmente na primeira infância: o segundo está relacionado ao esclarecimento geral, que produz um clima intelectual, social e cultural que impeça tal reprodução.
Na primeira infância ocorre a formação do caráter da criança, por isso é tão importante que hábitos, atitudes e valores sejam bem trabalhados nesta idade, por isso a importância da educação infantil, mas principalmente da consciência dos próprios pais em darem um bom exemplo e servirem de modelo para seus filhos, pois de nada adianta o trabalho da escola se os próprios pais ignoram estes hábitos, atitudes e valores.
Adorno sustenta a tese de que é importante se pensar a cada dia na possibilidade de uma nova Auschwitz. Carregar essa suposta desconfiança e estar historicamente informado a respeito do fato é comprometer-se em criar medidas de prevenção que possam evitar uma nova Auschwitz. E ainda: ignorar tais fatos e afastá-los da história é uma ação digna de condenação, pois mesmo o homem moderno com suas tendências e projetos para o futuro deve se lembrar que sua existência presente é fruto do tempo que passou.
Neste caso é obrigação da escola estudar mais a fundo este episódio e não simplesmente colocá-lo como uma tragédia que aconteceu e que matou milhões de pessoas, mas sim pesquisar os motivos de tal barbárie e quais as suas conseqüências na nossa atual sociedade e além de tudo relacionar com o que acontece nos dias atuais, relacionando com os atos igualmente bárbaros que são praticados principalmente contra as crianças que por serem mais fracas não tem como se defender.
Para concluir esta postagem sobre as idéias do autor, seria interessante analisar qual o papel da nossa sociedade hoje no combate da barbárie. Segundo ele, todas as pessoas hoje, sem qualquer exceção, se sentem mal-amadas, por que não são capazes de amar o suficiente. Com certeza a falta de amor hoje pela pessoa do próximo poderia levar a uma repetição de uma nova Auschwitz. Além deste desamor que permeia nossa sociedade seria importante destacar também a intolerância que é uma conseqüência deste desamor, pois muitas vezes por intolerância são cometidas as piores injustiças e os atos mais injustificados.

sexta-feira, 8 de maio de 2009

Clube do Imperador


"A juventude envelhece, a imaturidade é superada, a ignorância pode ser educada e a embriaguez passa, mas a estupidez dura para sempre.” Aristófanes


Refletindo sobre a situação do professor, que chegou ao ponto de passar por cima de seus princípios por apostar no menino e mostrar que este também é capaz, fico pensando em quantas vezes nós professores também acabamos apostando em determinados alunos, muitas vezes dando mais atenção e dedicação por achar que eles merecem uma chance e muitas vezes acabamos nos decepcionando e vendo que nossos esforços não foram recompensados ou que não conseguimos deixar nossa marca naquele aluno. Contudo, o filme mostrou tão bem, que aquele professor não conseguiu deixar sua marca naquele determinado aluno, mas depois de 25 anos pode ver que seus outros alunos ainda eram gratos pelas suas instruções e com aqueles ele conseguiu fazer a diferença.
Todos, segundo Paulo Freire, devem ter a consciência da importância da escola e do educador na formação de cidadãos conscientes de suas responsabilidades sociais.
No caso de Sedgewick Bell, o caráter do menino já refletia aquilo que o pai queria moldar no filho, para que este seguisse seus próprios passos, tanto que ele fala para o professor que a função dele é lecionar e o caráter quem iria moldar seria ele próprio, o pai.
Conclui-se com o filme que, por melhor que seja a escola ou o professor, o caráter e a personalidade são moldados pelo “berço” e, no decorrer da vida, os meios podem interferir, porém, o que de fato fica, são os exemplos – bons ou ruins – que recebemos de nossos pais.
Educação de nada serve se não puder ser revertida em crescimento, em desenvolvimento pessoal e coletivo, pois o educador na medida do possível deve educar para as mudanças, buscar a autonomia e a liberdade trabalhando sempre o lado positivo dos alunos a fim de promover suas capacidades de aprendizagem e propiciar uma formação cidadã consciente.

Alunos Negros na Escola



Para o trabalho de questões etnico-raciais na educação procurei entrevistar três meninos, pois como tenho mais convivência com eles me senti mais a vontade para fazer as perguntas a eles do que para alunos maiores como era a minha ideia a princípio.
As perguntas foram às mesmas para os três meninos:
Qual sua etnia?
Os alunos negros responderam que ambos são negros. O menino que se declarou pardo disse ser de origem alemã e negra.
Como você se sente como aluno negro nessa escola?
Todos disseram que sim, pois constantemente recebem apelidos dos próprios colegas que fazem referência a sua cor. Alguns por sinal bem pejorativo, como já tive oportunidade de escutar
O aluno pardo, disse que os colegas o apelidaram de “negão”, já faz muito tempo, mas que ele não é negro, e sim pardo. Este aluno também é obeso e também falou da discriminação que sofre dos colegas por ser gordo e dos apelidos que recebe constantemente dos colegas.
Tenho feito um trabalho desde o início do ano com esta turma em virtude deste mau hábito que eles têm de colocar apelidos nos colegas. Está sendo um trabalho árduo, pois percebo que este hábito é algo que vem da própria casa. Nesta idade os alunos conseguem ser bem cruéis naquilo que falam e muitas vezes não tem a dimensão do quanto conseguem magoar um colega com o que dizem. Sempre procuro passar para eles que uma palavra muitas vezes pode machucar mais que um tapa. Que muitas vezes posso falar algo que magoe meu colega e em seguida pedir desculpas, mas as marcas daquilo que falei já ficaram marcadas na mente do colega e ele não vai esquecer com um simples pedido de desculpas.
Analisando as respostas dos três meninos, todos de alguma forma se sentem inferiozados e discriminados, e isto se reflete no seu desempenho escolar, tanto que um destes meninos que se declarou negro já está três anos na 4ª série e está totalmente desestimulado para estudar.
Quando li o texto de Marilene Leal Pare percebi que o que acontece com estes meninos tem a ver com a realidade da maioria dos negros, pois o negro na maioria das escolas tem baixa auto-estima por ser discriminado e que o índice de evasão entre eles é bastante grande. Fala, ainda, que em muitas escolas a questão não é tratada e permanece o silêncio. Na nossa escola estamos tratando isso da melhor forma possível, falando com toda a turma, tentando conscientizá-los que o que importa não é a aparência exterior, mas sim a honestidade e a vontade de fazer o certo que as pessoas têm, é o que realmente vale.
Não é possível permitir que isso ainda aconteça, pois os direitos são iguais a todos e principalmente, porque somos seres humanos, ou seja, temos a capacidade de pensar e discernir o certo do errado. A aprendizagem do aluno afro descendente não pode ficar prejudicada, pois Educação não tem cor.

segunda-feira, 27 de abril de 2009

Relato de experiência

Trabalho em duas escola da rede estadual de ensino. Pela manhã trabalho no Instituto estadual Coronel Genuíno Sampaio com uma turma de 3ª série/8anos. E na parte da tarde com uma 4ª série/8anos na Escola Estadual de Ensino Médio La Salle de Campo Bom.
Vou falar da escola Genuíno Sampaio que é o local onde trabalho mais tempo. No Genuíno temos algumas crianças com necessidades especiais, principalmente de aprendizagem, mas pelo número de alunos da escola que são 1600 alunos, os com necessidades especiais não chegam a 10. Talvez este fato se deva pela escola estar localizada no centro da cidade e aqui na cidade a maioria das crianças com necessidades especiais acabam frequentando a rede municipal, que dá mais assistência aos portadores de deficiencias. Apesar de no discurso estas mesmas vantagens estarem abertas para as escolas da rede estadual a preferência sempre é de quem está estudando na rede municipal.
Ano passado na minha turma tive um aluno com necessidades especiais na área cognitiva, principalmente na escrita e compreensão que seguindo uma recomendação da professora do ano anterior estava frequentando o NAE e quando ele veio para mim ele ainda frequentava no turno oposto. Um dia falando comigo ele disse que não gostava de ir no NAE porque lá ele só via gente doente e com problemas e ele se sentia muito mal com isso, apesar de ele estar frequentando a sala para reforço escolar e atendimento destas necessidades cognitivas que ele tinha.
Conversando com a mãe pedi que atendesse a vontade dele e fizessemos uma experiência sem o acompanhamento do NAE, da mesma forma como foi falado com ele para que se comprometesse a estudar e fazer as atividades extras que fossem solicitadas. Foi notória a mudança de comportamento do menino, pois antes ele era introspectivo, não participava e não rendia tanto quanto passou a render depois de parar de frequentar o NAE, senti nele uma confiança maior e até a sua aparência que antes parecia mais doentia mudou, pois não vivia angustiado achando que tinha algo de errado com ele. Depois de um tempo a mâe até brincava comigo dizendo que eu tinha levado ele para o mal caminho pois agora ele estava muito diferente, mais alegre.
Este relato meio as avessas que parece não ter nada a ver com a proposta deste dossiê serve para ilustrar como uma criança com dificuldades de aprendizagem se sentia em um ambiente onde predominavam pessoas portadoras de necessidades especiais. O que me pergunto é se este mesmo sentimento e esta mesma angustia não acompanha também aquele aluno com necessidades especiais em uma turma predominantemente normal?
Quero deixar bem claro que não estou desvalorizando o trabalho do NAE, muito pelo contrário adoraria que todas as crianças que necessitam seu atendimento pudessem contar com ele, independentemente da rede escolar que estudam.

ESTÁGIOS DO DESENVOLVIMENTO


Piaget determinou quatro estágios no desenvolvimento da capacidade de raciocínio do indivíduo, que se sucediam até o início da sua adolescência e correspondiam a sucessivas fases de seu crescimento físico. Essa descoberta tornou-se muito conhecida e fundamento para a pedagogia, a partir de então.
Estágio Sensório-Motor (0 a 2 anos)
- Aprendizagem da coordenação motora elementar
- Aquisição da linguagem até a construção de frases simples
- Desenvolvimento da percepção
- Noção de permanência do objeto
- Preferências afetivas
- Início da compreensão de regras
Estágio Pré-Operatório (2 a 7 anos)
- Domínio da linguagem
- Os objetos são percebidos como tendo intenções de afetar a vida da criança e dos outros seres humanos.
- Brincadeiras individualizadas, limitação em se colocar no lugar dos outros
- Possibilidade da moral da obediência, isto é, que o certo e o errado são aquilo que dizem os adultos.
- Coordenação motora fina.
Estágio das Operações Concretas (7 a 11 ou 12 anos)
- Início da capacidade de utilizar à lógica
- Número, conservação de massa e noção de volume
- Operações matemáticas, gramática, capacidade de compreender e se lembrar de fatos históricos e geográficos
- Auto – análise, possibilidade de compreensão dos próprios erros
- Planejamento das ações
- Compreensão do ponto-de-vista e necessidades dos outros
- Coordenação de atividades, jogos em equipe, formação de turmas de amigos (no início de ambos os sexos, no fim do período mais concentrada no mesmo sexo).
- Julgamento moral próprio que considera as intenções e não só o resultado (p.ex. perdoar se foi “sem querer”). Menos peso à opinião dos adultos.
Estágio das Operações Formais (11-12 anos em adiante)
- Abstração matemática
- Formação de conceitos abstratos (liberdade, justiça)
- Criatividade para trabalhar com hipóteses impossíveis ou irreais. Possibilidade de dedicação para transformar o mundo.
- Reflexão existencial (Quem sou eu? O que eu quero da minha vida?)
- Crítica dos valores morais e sociais
- Moral própria baseada na moral do grupo de amigos
- Experiência de coisas novas, estimuladas pelo grupo de amigos
- Desenvolvimento da sexualidade

terça-feira, 21 de abril de 2009

Mosaico



A proposta desta atividade é trabalhar os diferentes grupos étnicos em sala de aula e como fechamento a confecção de um mosaico que contemple esta discussão.

Iniciei conversando a respeito das origens de cada um, claro que antes pedi que fizessem uma pesquisa com os seus familiares para que soubessem um pouco da suas origens. Em seguida fomos ao laboratório de informática onde pedi que pesquisassem imagens das diferentes raça e povos que compõem o nosso povo brasileiro e que cada um pesquisasse aquele que povo que faz parte de sua formação racial.
Depois que cada um procurou as imagens selecionamos algumas e fizemos uma colagem com elas para expormos no mural da sala de aula para complementarmos o nosso trabalho sobre os índios e o Descobrimento do Brasil.
Foi muito interessante ver o entusiasmo dos alunos em procurar as imagens no computador e muitas vezes a surpresa ao se depararem com algumas informações sobre os povos que compunham sua formação racial. O simples fato de estar realizando este trabalho no computador, que é uma ferramenta que adoram, a diversidade de informações e imagens que encontraram deixou a maioria muito entusiasmada. A princípio imaginei que haveria problemas, com brincadeiras ou algumas piadas entre os colegas em virtude das imagens, mas a aula fluiu muito bem sem problemas. Esta atividade foi realizada com uma turma de 31 alunos de 4ª série/8anos da Escola Estadual de Ensino Médio La Salle. O resultado do trabalho foi gratificante, pois ajudaram bastante alguns alunos se aceitarem melhor e principalmente a verem que apesar de alguns colegas serem diferentes entre si muitos tem em comum pertencerem aos mesmos grupos étnicos. Esta atividade serviu para amenizar um problema que tenho com dois alunos negros e seus outros colegas, que muitas vezes acabavam dando apelidos ofensivos uns ao outros baseados na sua cor e características físicas.

O dilema do antropólogo francês

O dilema do antropólogo Claude Lee consiste em interferir ou não na crença dos nativos da ilha que esta estudando. A crença destes nativos é que eles acreditam que os mensageiros dos deuses são homens de pele branca, seres que expressam a vontade absoluta dos deuses – tudo o que disserem deverá ser obedecido.
Ao ser questionado pelos nativos se ele é um mensageiro dos deuses, Claude responde que sim, mas ao ser perguntado se todos os homens brancos são mensageiros dos deuses ele enfrenta seu dilema, pois se responder sim estará expondo os nativos às más intenções de outros homens brancos e se responder não estará interferindo na crença destes nativos.
Em minha opinião ele se propôs a fazer aquilo que estava de acordo com os seus princípios e com o objetivo da sua pesquisa e carreira, ou seja, estudar os costumes dos povos e não interferir de maneira nenhuma no seu modo de vida. Eu particularmente também não interferiria, pois cada povo tem suas crenças e seus costumes e não cabe a nós julgarmos, mesmo que não concordemos e que muitas vezes vá contra alguns costumes que temos. Vários costumes dos povos orientais vão completamente contra os nossos princípios e a nossa cultura, mas nem por isso cabe a nós julgarmos ou interferirmos.

domingo, 12 de abril de 2009

Aprendizagem


Primeiramente, penso que para aprender é preciso em primeiro lugar querer aprender e em segundo lugar é preciso criar técnicas ou métodos para aprender, pois cada um aprende de uma forma diferente e para isso é necessário tentar a forma mais adequada.
Posso citar aqui como uma nova aprendizagem, que não é mais tão nova assim é a criação de slides em Power Point, coisa que antes de entrar no curso não usava e, portanto não tinha noção de como fazer. A partir da Interdisciplina de TICs, onde tivemos que fazer uma apresentação sobre a própria disciplina é que precisei aprender a fazer os slides, antes até usava o computador, mas não para isso.
Esta aprendizagem foi construída individualmente, pois realizei o trabalho em casa e depois de muitas tentativas consegui um resultado que me deixou bastante satisfeita. Para construir esta aprendizagem utilizei o computador, pesquisa na internet e os tutoriais que foram oferecidos. Parece algo bem bobo, mas como não tinha a necessidade, nem a noção de para que pudesse usar nunca realmente me preocupei em aprender apesar de na época já ter computador.
Como em todas as aprendizagens que tenho realizado preciso fazer para aprender, vou tentando até conseguir, mesmo que isto demore mais tempo, mas para mim é muito importante fazer. Como estamos em um curso a distância me acostumei a ficar sozinha e tentar até conseguir e só depois de gastar todas as possibilidades procuro algum esclarecimento com alguém.
Pode até parecer um pouco individualista este comportamento, mas é um método que para minha aprendizagem é importante, pois agora domino perfeitamente esta aprendizagem e as outras que tivemos que aprender no decorrer do curso. É mais cansativo e muitas vezes frustrante, mas tem rendido bons resultados.
Para realizar esta aprendizagem foi necessário algum conhecimento prévio e algumas dicas para que ficasse dentro do que era exigido pela Interdisciplina e também para fazer apresentações que fossem agradáveis de ser vistas e não cansativas. Desde o tamanho da letra e do texto, até a cor de fundo do slide e a emoção que se quer despertar, como a utilização das imagens, como dimensioná-las e usá-las da melhor forma possível para complementar o trabalho e interagirem com o texto.
Além do fazer para aprender, é muito importante também para eu ler e compreender o que li e através desta compreensão criar minhas próprias conclusões e tecer meus próprios caminhos para processar o conteúdo lido.
Uma das coisas que faço sempre é antes de realizar qualquer trabalho é ler várias coisas sobre o assunto em questão e a partir destas leituras criar minhas próprias conclusões.
Penso que mais importante que ensinar milhares de conteúdos pouco relevantes para nossos alunos devemos também ensiná-los a aprender a encontrarem eles mesmos a melhor forma de aprender algo. Em todos os anos que estudei foram poucos os professores que me ensinaram a aprender, que deram dicas de como entender melhor os conteúdos que foram passados.
Percebo como é difícil fazer nossos alunos, mesmo pequenos de 9, 10 e 11 anos que são as faixas etárias com que trabalho, pensarem irem além daquilo que estamos passando. Muitas vezes consigo alguns resultados positivos, mas é difícil para eles pensar enquanto é tão mais fácil conseguir a resposta pronta com os pais o até mesmo na internet, mas continuo tentando, pois penso que só se aprende fazendo e participando do processo, é difícil, mas se fosse muito fácil não seria tão significativo.

segunda-feira, 30 de março de 2009

EDUCAÇÃO INCLUSIVA


Inclusão não pode significar adequação ou normatização, tendo em vista um encaixar de alunos numa maioria considerada "privilegiada", mas uma conduta que possibilitasse o "fazer parte", um conviver que respeitasse as diferenças e não tentasse anulá-las.A escola inclusiva deve ser aberta, eficiente, democrática, solidária e, com certeza, sua prática deve trazer vários benefícios.A escola inclusiva é aquela, que se organiza para atender alunos não apenas ditos "normais', mas também os portadores de deficiências, a começar por seu próprio espaço físico e acomodações. Salas de aula, bibliotecas, pátio, banheiros, corredores e outros ambientes são elaborados e adaptados em função de todos os alunos e não apenas daqueles ditos normais. Possui, por exemplo, cadeiras com braços de madeira tanto para destros quanto para canhotos, livros em braile ou gravados em fita cassete, corrimãos com apoio de madeira ou metal, rampas nos diferentes acessos de entrada e saída e assim por diante.Mas, o principal pré-requisito não reside nos recursos materiais, já difíceis de serem obtidos por todos os estabelecimentos de ensino. O principal suporte está centrado na filosofia da escola, na existência de uma equipe multidisciplinar eficiente e no preparo e na metodologia do corpo docente.E é aqui que começo a me questionar sobre o que é real e o que pode ser quase utópico, mediante a realidade de nosso sistema educacional.Se realizar a inclusão como forma de relacionamento e de diálogo em situações habituais já é um grande desafio, o que poderemos pensar sobre "ensinar inclusivamente"? É como se quiséssemos colher os frutos sem antes cuidar da terra, escolher cuidadosamente a semente, respeitando as estações e o tempo certo.Como acolher o aluno com necessidades especiais se não se consegue lidar saudavelmente com as diferenças inerentes à própria existência humana?A Inclusão Escolar depende antes de tudo de um reconhecimento humilde por parte da Escola e da Sociedade, da qual aquela faz parte, da necessidade de se educarem a si mesmas para lidar com a diferença, antes de criarem técnicas, estratégias ou métodos.Somos seres em relação e só crescemos em relação. Assim sendo, o equilíbrio para mim reside, antes de tudo, em permitir que o aluno portador de necessidades especiais possa interagir com os demais e vice-versa, e que ambos aprendam a lidar com as diferenças, não para anulá-las, mas para poder usá-las como fonte de contato verdadeiro e amadurecimento mútuo.

sexta-feira, 27 de março de 2009

O eu e o outro


Sou loira, de pele muito clara e sensível, ou seja, onde algum dia pegou sol em minha vida tenho uma sarda para comprovar que este lugar foi exposto ao sol. Tenho olhos verdes, herança de meu pai, com uma leve contribuição de minha mãe, pois meu pai tinha olhos verdes claros e minha mãe azuis. Desde que nasci tenho uma mancha em minha bochecha, que parece o território do Japão, esta mancha é herança da família da minha mãe, mais precisamente de minha avó. Só que estas têm e tinham em lugares mais discretos. Minha mãe sempre diz que assim é difícil me perder. Como se isso fosse possível, pois não sou exatamente uma pessoa que pode ser considerada pequena.
Pensar em como as pessoas me vêem é algo estranho, pois algumas coisas até já sei outras serão meros achismos. Penso que devo passar a imagem de uma pessoa simpática para alguns, segura e talvez um pouco inacessível para outros, tudo depende da primeira impressão. Muitos já me disseram que me consideravam esnobe, mas depois de me conhecerem melhor mudaram de idéia. Meus alunos todos me acham muito engraçada, o que é uma verdade, pois faz parte da minha postura em sala de aula, mas claro sem perder o controle, tudo muito bem dosado.
Fisicamente penso ter herdado mais características do meu pai e emocionalmente e psicologicamente da minha mãe, não tenho muita certeza.
Existem muitas outras pessoas que muitas vezes passam somente por um curto momento na nossa vida e deixam sua marca e acabam contribuindo também para nos tornarmos cada vez melhores. Eu acredito realmente que cada aluno que já passou por minha vida me ensinou alguma coisa, mesmo que pequena e que me ajudou na formação de meu caráter. Até aquele aluno que muitas vezes passou o ano inteiro incomodando, pode mostrar que é preciso ter paciência.

segunda-feira, 23 de março de 2009

Argumentos

"Um argumento é a justificação de uma idéia, opinião, concepção, tese. Argumentar é dar razões para se pensar algo ou agir de um determinado modo. Quando argumentamos nós queremos convencer alguém de que nossas idéias ou nossa forma de agir são corretas, ou que as idéias e as formas de agir de outra pessoa são ou não corretas.
É preciso distinguir o argumento da mera explicação. Quando explico, apenas informo alguém de algo: um aluno chega atrasado em aula e diz para o professor que se atrasou porque teve que trocar o pneu do carro. O aluno está simplesmente explicando a causa do atraso. Contudo, no momento em que ele diz que, devido ao fato do atraso não ter sido causado por negligência mas por um imprevisto, o professor não deve puni-lo, então ele está argumentando.
Quando eu simplesmente informo alguém de algo, não estou querendo convencê-lo nem justificar uma idéia ou uma ação minha, não estou, portanto, argumentando. "
NO primeiro trabalho de filosofia e da educação nos deparamos com este conceito de argumento e juntamente com esta explicação uma atividade para identificar as estruturas de um argumento, o que é de extrema importância, pois existem várias maneiras de se dizer as coisas de modo mais explicito e correto.

Identificando Epistemologias


O autor abre o texto afirmando que existem três diferentes formas de representar a relação professor/aluno. Apresenta então os modelos pedagógicos e como tais modelos são sustentados por uma determinada epistemologia.
O primeiro modelo é o da pedagogia diretiva - O professor representante do meio social determina que o aluno seja tabula rasa frente a cada novo conteúdo. Epistemologicamente, essa relação pode ser representada pelo empirismo. Para os empiristas, a construção do conhecimento é o resultado positivo das experiências concretas do homem com o mundo sensível, através da percepção. Nesse sentido, o homem nasce com a capacidade mental extremamente reduzida e apenas o contato direto com o exterior possibilita a assimilação e criação de conhecimentos.
O outro modelo proposto é o da pedagogia não-diretiva; o aluno, pelas suas condições prévias, determina a ação do professor. Esse modelo é reproduzido pelo apriorismo, que acredita que o homem já nasce com sua estrutura cognitivo-biológica formada, ou seja, ela é inata ao ser humano, pois, ao nascer, o homem já traz consigo a estrutura cognitiva necessária a construção de conhecimentos.
E por fim, o modelo relacional que na epistemologia é defendida pelo construtivismo, que afirma que o sujeito não é passivo nem pré-formado, mas que interage com o meio e nesta interação constrói o conhecimento.
Lendo o texto foi possível identificar alguns modelos de professores que passaram pela minha vida acadêmica e que deixaram marcas, cada um a sua maneira. Algumas boas e outras más.

Ano de 2008


O ano de 2008 foi bastante trabalhos, pois entrou na reta final de nosso curso. Foi o ano que nos deparamos com os assuntos mais áridos da profissão que escolhemos seguir.Este ano de 2009, prevejo que será um ano igualmente trabalhoso, pois será o ultimo ano que teremos aula, pois o próximo ano estaremos chegando ao final desta camnhada que se iniciou em 2006.
Segundo FREIRE (1996: 96), “o bom professor é o que consegue, enquanto fala, trazer o aluno até a intimidade do movimento do seu pensamento. Sua aula é assim um desafio e não uma cantiga de ninar. Seus alunos cansam, não dormem. Cansam porque acompanham as idas e vindas de seu pensamento, surpreendem suas pausas, suas dúvidas, suas incertezas”. Penso que este pensamento resuma um pouco o que cada um de nós busca com uma especialização na sua profissão.

domingo, 7 de dezembro de 2008

FASES EVOLUTIVAS

ASPÉCTOS
Identidade x confusão de papéis
Intimidade x isolamento
Generatividade x absorção em si mesmo
Integridade do Ego x desespero
PSICOLÓGICOS
Conquista da identidade
Competitividade/medos
Sentimento de responsabilidade em guiar a nova geração
Medo da morte
BIOLÓGICOS
Importantes transformações
Transformações estáveis
Período mais longo da vida
Começa as doenças e a preocupação em se cuidar
INTELECTUAIS
Amadurecimento
Preocupa-se em aprender para se qualificar
Capacidade de criatividade ou estagnação
Balanço da vida e aceitação
RELACIONAIS
Identidade grupal
Consegue estabelecer vínculos mais sólidos e não grupais
Preocupação com o bem estar das futuras geraçãoes
Curto espaço de tempo para recomeçar
FAMILIARES
Muita briga e discordância
Sentimento de amor e apego
Cuidado com os filhos
Sabedoria
AMOROSOS
Projeção da própria imagem na outra pessoa
Relaciona-se com alguém ou isola-se
Relacionamento estável e consolidado
Maduro
PROFISSIONAIS
Ainda não tem uma profissão
Geralmente, já tem uma profissão
Realização
Estão se aposentando ou aposentados
FINANCEIROS
Dependente dos pais
Independência financeira
Independência
Ainda se mantêm sozinho

segunda-feira, 24 de novembro de 2008

DIRETRIZES CURRICULARES



A função das diretrizes curriculares é estabelecer sim regras, mas provocando, desafiando e instigando cada escola a se desenhar e redesenhar constantemente.
[...] caracterizam-se como um conjunto articulado de princípios, critérios e procedimentos que devem ser observados pelos sistemas de ensino e pelas escolas na organização e no planejamento, na execução e na avaliação de seus cursos e respectivos projetos pedagógicos. (BRASIL/MEC/CNE – 2001).
Podemos dizer, então, que é possível conceber, planejar, instituir institucionalizar uma política de currículo de forma compartilhada entre União, Estado, município e escola, a partir de normas nacionais, estaduais, municipais (quando o município estiver constituído como Sistema de Ensino) e escolares (estabelecidas no PPP e no Regimento Escolar e aprovados pelos órgãos competentes de seu Sistema de Ensino), sempre permeada por valores presentes na sociedade.
Mas é no Plano de Estudos com suas definições em termos de espaços/tempos destinados aos diferentes conhecimentos escolares, que as DCN e as diretrizes curriculares estaduais ou locais ficam expressas com maior clareza. Em outras palavras:
Os Planos de Estudos constituirão a base para a elaboração do plano de trabalho de cada professor, de modo que seja preservada a integridade e a coerência do projeto pedagógico da escola. (parágrafo único do Art. 3ー da Resolução CEED/RS – nー 243/99).
Realmente é na sala de aula que as diretrizes curriculares são aplicadas, bem como as decisões tomadas pelo Conselho Escolar e o PPP da escola. Cabe a nós professores o cumprimento ou não destas decisões. ノ importantíssimo trabalhar de acordo com o que foi acordado no início de cada ano letivo, onde são estabelecidos os projetos que serão trabalhados durante o ano letivo, sempre em conformidade com o PPP, e de acordo com a clientela da escola.
O plano de estudos deve estar presente na sala de aula e ser um norte para o trabalho do professor para que com isso seu trabalho tenha uma continuidade e coerência. Ele deve ser flexível dando abertura para o momento do aluno e suas dúvidas.
Em ambas as escolas onde trabalho temos reuniões onde podemos trocar nossas experiências e comentar o que é possível fazer ou não, e também nestas reuniões fazemos os projetos que serão aplicados nas respectivas séries sobre os temas obrigatórios a serem trabalhados. Estes temas transversais são trabalhados em sala de aula ao nível de cada turma e de acordo com as determinações do PPP.
“Muitas vezes, a possibilidade da utilização de temas que transversalizam o currículo escolar, passando por dentro de todos os conteúdos é vista como um problema para alguns professores. Isso ocorre porque costumam interpretar como uma incumbência a mais de planejamento. No entanto, como muitos outros, entendemos a transversalidade como uma oportunidade para a problematização dos problemas sociais, mas, também, para a adoção de metodologias de trabalho escolar que promovam a interdisciplinaridade, superando as barreiras impostas pelo excessivo recorte curricular observado em algumas instituições.”(Maria Beatriz Gomes da Silva)
Essa transversalidade de conteúdos proporciona momentos diferentes que trazem muita riqueza para o estudo em sala de aula, bem como, a oportunidade de entrar em contato com muitas vezes culturas e pessoas diferentes daquelas do âmbito escolar.
Diretrizes Curriculares Nacionais para a Educação das Relações ノtnico-Raciais e para o Ensino de História e Cultura Afro-Brasileira e Africana (Parecer CNE/CP nコ 3, de 10 de março de 2004, Resolução CNE/CP nコ 1, de 17 de junho de 2004 e Parecer CNE/CEB nコ 2/2007, aprovado em 31 de janeiro de 2007).
Este ano trabalhei bastante o tema Consciência Negra e a história dos negros na cidade e no Estado, os momentos finais que foram o fechamento do projeto feito foram riquíssimos e deixaram os alunos encantados que foi uma aula de capoeira feita por um grupo que trabalha este tema com as escolas e outro momento foi a vinda de uma escola de samba para escola com seus projetos mostrando seu trabalho e falando um pouco sobre a sua história de luta.
Foi muito interessante para os alunos e principalmente diferente, pois ambas as cidades que trabalho são de colonização alemã e existem poucos negros estudando nas escolas o que fez com que para os alunos fosse algo completamente novo e diferente.

domingo, 23 de novembro de 2008

GESTÃO DEMOCRÁTICA NA ESCOLA

Para Anísio Teixeira (1999), democracia é liberdade de pensar, para produzir a unidade de ação consentida e partilhada. A democracia só vai se realizar pela educação quando essa for compreendida como o processo de aprender a pensar, tornando-se capaz de partilhar a vida em comum e de dar a si e a essa vida comum a sua contribuição necessária e única. Para a autora a democracia não é só uma forma de governo, é acima de tudo um modo de vida. Nada deve ser imposto do alto, mas tudo deve ser resultado do pensamento partilhado de todos os envolvidos. Necessário se faz recuperar a escola como espaço democrático pelo debate, pela discussão, pela competência técnica, pelo currículo, pelos métodos de ensino e de disciplina, nas relações entre alunos, professores e diretores.
Gestão Democrática é o processo político através do qual as pessoas na escola discutem, deliberam e planejam, solucionam problemas e os encaminham, acompanham, controlam e avaliam o conjunto das ações voltadas ao desenvolvimento da própria escola. Este processo, sustentado no diálogo e na alteridade, tem como base a participação efetiva de todos os segmentos da comunidade escolar, o respeito a normas coletivamente construídas para os processos de tomada de decisões e a garantia de amplo acesso às informações aos sujeitos da escola.
Realizar uma gestão democrática significa acreditar que todos juntos têm mais chances de encontrar caminhos para atender às expectativas da sociedade a respeito da atuação da escola. Ampliando o número de pessoas que participam da vida escolar, é possível estabelecer relações mais flexíveis e menos autoritárias entre educadores e comunidade escolar.
Quando pais e professores estão presentes nas discussões dos aspectos educacionais, estabelecem-se situações de aprendizagem de mão dupla: ora a escola estende sua função pedagógica para fora, ora a comunidade influencia os destinos da escola. As famílias começam a perceber melhor o que seria um bom atendimento escolar, a escola aprende a ouvir sugestões e aceitar influências.
É importante que as pessoas participem da discussão, em igualdade de condições, sem ter receio de expor posições contrárias. A manipulação de reuniões, na condução de decisões que privilegiam grupos ou mesmo interesses pessoais, pode gerar situações em que o autoritarismo surge, com máscaras de gestão democrática.
“A democracia, modelada sobre o mercado e sobre a desigualdade sócio-econômico, é uma farsa bem sucedida, visto que os mecanismos por ela acionados destinam-se apenas a conservar a impossibilidade efetiva da democracia. Se na tradição do pensamento democrático, democracia significa: a) igualdade, b) soberania popular, c) preenchimento das exigências constitucionais, d) reconhecimento da maioria e dos direitos da minoria, e) liberdade; torna-se óbvia a fragilidade democrática no capitalismo”. (Chauí, 1997, p. 141)
A GESTÃO DEMOCRÁTICA NAS ESCOLAS PÚBLICAS BRASILEIRAS: UMA PEQUENA REFLEXÃO Josué Geraldo Botura do Carmo
Coordenação de Apoio à Direção e Equipe Pedagógica - CADEP
Benjamin Perez Maia
Gisele D’Angelis Bogoni

sábado, 15 de novembro de 2008

GESTÃO DEMOCRÁTICA NA EDUCAÇÃO


A gestão democrática da educação formal está associada ao estabelecimento de mecanismos legais e institucionais e à organização de ações que desencadeiem a participação social: na formulação de políticas educacionais; no planejamento; na tomada de decisões; na definição do uso de recursos e necessidades de investimento; na execução das deliberações coletivas; nos momentos de avaliação da escola e da política educacional. Também a democratização do acesso e estratégias que garantam a permanência na escola, tendo como horizonte a universalização do ensino para toda a população, bem como o debate sobre a qualidade social dessa educação .

sexta-feira, 14 de novembro de 2008

PPP E REGIMENTO ESCOLAR



•Segundo Kramer:
“uma proposta pedagógica é um caminho, não é um lugar. ( ) é construída no caminho, no caminhar. Toda proposta pedagógica tem uma história que precisa ser contada ( ) é a fala de um desejo, de uma vontade eminentemente política no caso de uma proposta educativa, e sempre humana, vontade que o ser social e humano, nunca é uma fala acabada” (p. 19); ( ) “uma proposta pedagógica expressa sempre os valores que a constituem, e precisa estar intimamente ligada à realidade a que se dirige, explicitando seus objetivos de pensar criticamente esta realidade ( ) precisa ser construída com a participação efetiva de todos os sujeitos - crianças e adultos, professores e profissionais não docentes, famílias e população em geral - levando em conta suas necessidades, especificidades, e realidade.” (p. 21). ( ) trata-se de ativar saberes locais, descontínuos, desqualificados, não legitimados, contra a instância teórica, unitária que
pretenderia depurá-los, hierarquizá-los, ordená-los em nome de uma ciência detida por alguns. (Foucault, p.171).
Falar da construção do projeto pedagógico é falar de planejamento no contexto de um processo participativo, onde o passo inicial é a elaboração do marco referencial, aquilo que dará o norte para a comunidade escolar.
O PPP tem como intenção, que educadores, alunos, pais, mães, possam trabalhar juntos a fim de criar seres solidários, democráticos e com possibilidade de liberdade.
E este processo deve acontecer a partir da cultura e organização de todos os participantes, de maneira a construir uma efetiva aprendizagem. Sempre tendo em mente que a escola não é somente um amontoado de tijolos mas sim algo vivo e em constante modificação.
O instrumento que vai colocar em prática e estabelecer as regras do PPP é o Regimento Escolar.
“Em um Regimento Escolar tudo que diz respeito à vida escolar deve ser previsto.
Calendário escolar, matrículas, transferências, expedição de documentos e históricos escolares, certificados de conclusão de curso, devem ter sua definição expressa no documento. Também as disposições gerais e os casos omissos, ou seja, aqueles que não foram previstos, o Regimento deverá explicitar quem decidirá, a partir desta necessidade.”(p. 6-7, REGIMENTO ESCOLAR E PROJETO POLÍTICO PEDAGÓGICO: ESPAÇOS PARA A CONSTRUÇÃO DE UMA ESCOLA PÚBLICA DEMOCRÁTICA, Maria Beatriz Gomes e Mariângela Bairros)
Tanto o PPP quanto o Regimento Escolar são de suma importância para a construção de uma escola mais democrática e que está em constante modificação.

PROJETO DE APRENDIZAGEM


Este foi um dos trabalhos que realmente me deixou desconfortável e incomodada, pois percebo que em alguns momentos ele fugiu ao nosso controle. Sinceramente, tenho que confessar que cada vez que entrava em nosso trabalho não o reconhecia, pois cada vez estava diferente e fugindo um pouco aquilo que havia sido acordado no início. Não posso reclamar, pois não consegui participar tão ativamente quanto quis, mas tivemos poucas oportunidades de falarmos todas nós. Percebo que nosso trabalho é uma colcha de retalhos onde cada um colocou a sua contribuição da maneira que pode e que quem tem mais possibilidade de trabalhar nele está tentando costurar e dar uma forma. A princípio, neste trabalho achei falta de um norte para nos guiar, me senti muito solta sem um caminho para seguir. As conversas online me deixavam mais confusa e desbaratinada que confesso que passei a evitar o MSN para não perder o pouco da compreensão que havia adquirido do trabalho.
A proposta deste trabalho como uma maneira de fazer com que o aluno vá atras de suas próprias dúvidas e confronte com as suas certezas, é muito válido. a única ressalva que tenho a fazer é que para mim faltou um caminho mais definido para ser seguido, pois como foi o primeiro que fizemos, faltou mais clareza na intenção.